quarta-feira, 4 de julho de 2018

Vídeos do Yuri Bezmenov

Atualização dos vídeos do Yuri Bezmenov com vídeos legendados para português.
World Thought Police - Traduzido para Portugês

http://amizadedasnacoes.blogspot.com/2016/02/world-thought-police-traduzido-para.html

Vídeo:

0:00:21
Entrevista em forma de documentário em 1984 para G. Edward Griffin. Legendas por David Carvalho.

1:21:39
Palestrada dada em uma universidade de Los Angeles em 1983, também legendada e editada por David Carvalho.

2:24:52
Anexo da palestra anterior, autoria desconhecida.

2:33:12
Vídeo curto didático feito pelo Zé Oswaldo estabelecendo um comparativo paralelo entre trechos da palestra e elementos da realidade brasileira atual.


domingo, 1 de julho de 2018

Agentes da StB no Brasil

Siglas:

KSČ = Partido Comunista da Tchecoslováquia (Komunistická strana Československa)
MV = Ministério do Interior (Ministerstvo Vnita)

Václav Bubenícek (codinome: Bakalár)

1953: Membro da KSC
1957: Contratado pelo StB
1958-1962: Membro da rezidentura no Brasil
1965-1967: Residente da Embaixada do Brasil (Segundo Scretário)
1969-1971: Venezuela

Links:

O ponto em branco no mapa – Equador
https://stbnobrasil.com/pt/o-ponto-em-branco-no-mapa-equador

Jirí Stejskal (codinome: Borecký)

1953: RFA e Áustria
1957: Seção da América Latina
até 1964: Chefe da Seção da América Latina
1964-1969: Chefe da Seção 8 (Operações Ativas e Desinformação)
1970: Despedido da StB

Links:

Levem o trabalho em La Paz muito a sério
https://stbnobrasil.com/pt/levem-o-trabalho-em-la-paz-muito-serio

Raúl Castro, os arquivos da StB e o serviço secreto cubano
https://stbnobrasil.com/pt/raul-castro-os-arquivos-da-stb-e-o-servico-secreto-cubano

Ladislav Bittman (codinome: Brytcha)

1946: Membro da KSC
1955: Contratado pelo StB (Seção Alemanha Ocidental)
1961: Membro da rezidentura de Berlim
1964: Chefe Suplente da Seção 8 (Operações Ativas e Desinformação)
1966-1968: Membro da rezindetura em Viena
1968: Desertou para os Estados Unidos

Links:

The KGB and Soviet Disinformation: An Insider's View
https://www.amazon.com/KGB-Soviet-Disinformation-Insiders-View/dp/0080315720

THE DECEPTION GAME 

Ladislav Bittman Professor of Disinformation

Larry Bittman Interview 2009
https://www.youtube.com/watch?v=wTPIgmFa6ys

Medidas Ativas ou Operação Ativas (legendado para português)

Larry Bittman BBC Interview 1990
https://www.youtube.com/watch?v=sszmFjMGfws

Soviet Bloc Intelligence and Its AIDS Disinformation Campaign
https://www.cia.gov/library/center-for-the-study-of-intelligence/csi-publications/csi-studies/studies/vol53no4/pdf/U-%20Boghardt-AIDS-Made%20in%20the%20USA-17Dec.pdf

The Spy Who Came Into the Classroom Teaches at Boston U.
https://www.nytimes.com/1994/04/27/us/the-spy-who-came-into-the-classroom-teaches-at-boston-u.html?pagewanted=all&src=pm

Artigos do Olavo de Carvalho sobre o Ladislav Bittman:

http://www.olavodecarvalho.org/falsificacao-integral/
http://www.olavodecarvalho.org/a-kgb-no-brasil/
http://www.olavodecarvalho.org/monopolio-e-choradeira/
http://www.olavodecarvalho.org/estudar-antes-de-falar/
http://www.olavodecarvalho.org/a-historia-invertida/
http://www.olavodecarvalho.org/credibilidade-zero/
http://www.olavodecarvalho.org/notinhas-deprimentes/
http://www.olavodecarvalho.org/o-mito-da-imprensa-nanica-ii/
http://www.olavodecarvalho.org/questao-de-honra/
http://www.olavodecarvalho.org/quatro-decadas-de-fraude/
http://www.olavodecarvalho.org/o-orvalho-vem-caindo/
http://www.olavodecarvalho.org/lavagem-de-noticias/
http://www.olavodecarvalho.org/poroes-lacrados/
http://www.olavodecarvalho.org/passado-e-presente/
http://www.olavodecarvalho.org/o-homem-de-muitos-narizes/
http://www.olavodecarvalho.org/leituras-militares/
http://www.olavodecarvalho.org/mentiras-que-rendem/
http://www.olavodecarvalho.org/do-forum-ao-jardim/
http://www.olavodecarvalho.org/sugestao-aos-colegas/

Miloslav Cech (codinome: Cada)

1946: Membro da KSC
1957: Contratado pela StB
1958: Membro da Rezidentura do Canadá
1962: Membro da Rezidentura dos EUA
1963-1968: Chefe da Seção I (Assuntos Americanos) na Central
1968: Promovido a Chefe do Primeiro Departamento do Serviço de Inteligência

Josef Houska (codinome: Houska)

19xx: Chefe da Admintração Provincial do MV em Bratislava
1961-1968: Chefe do Primeiro Departamento do Serviço de Inteligência
1968-1980 Diretor de diversos departamentos do MV

Links:

Uruguai – Novas descobertas
https://stbnobrasil.com/pt/uruguai-novas-descobertas

O serviço de inteligência técnico-científico tchecoslovacohttps://stbnobrasil.com/pt/o-servico-de-inteligencia-tecnico-cientifico-tchecoslovaco

Frantisek Vacula (codinome: Jezerký)

1955: Contratado pela StB
1957:1962: Membro da rezidentura do Brasil
1967-1970: Membro da rezidentura do Uruguai
1970-1977: Membro da Seção da América Latina

Vladimír Knop (codinome: Kavan)

1957: Membro da KSC
1960-1961: Especialista Comercial da PZO Pragoexport, em Havana
1962: Contratado pela StB
1967-1971: Membro da rezindetura do Rio de Janeiro
1971-1974: Membro da rezindetura da Venezuela
1974-1984: Trabalhou em Moscou até a posição de Chefe Suplente da Seção 52

Jaroslav Miller (codinome Miller)

1945: Membro da KSC
1948: Trabalhou na MV
1953-1961: Chefe do Primeiro Departamento da StB
1961: Rebaixado pelo uso de métodos ilegais de trabalho

Links:

A instalação da rezidentura uruguaia
https://stbnobrasil.com/pt/instalacao-da-rezidentura-uruguaia

Josef Mejstrík (codinome: Moldán)

1945: Membro da KSC
1952: Contratado pela StB
1954-1958: Membro da rezindetura do Rio de Janeiro
1960-1962: Membro da embaixada em Quito
1962-1966: Membro da rezindetura em Brasília
1968: Membro da rezindetura de Buenos Aires
1971: Embaixador Tcheco em Lima

Links:

Rubens Paiva, um esquerdista radical nos documentos da StB
https://stbnobrasil.com/pt/rubens-paiva-um-esquerdista-radical-nos-documentos-da-stb

América Latina – panorama geral (ano 1963)

Miroslav Nemecek (codinome: Nepomucký)

1953: Membro da KSC
1956: Membro da embaixada no Rio de Janeiro
1960: Contratado pela StB
1960-1962: Membro da rezidentura do Rio de Janeiro
1962-1969: Trabalohu na Central na Seção da América Latina

Ludvík Neckar (codinome: Nesvadba)

1947: Membro da KSC
1955: Contratado pelo StB
1955-1958: Trabalhou na Seção Americana
1958-1962: Membro da rezindetura do Brasil
1964-1966: Trabalohu na Central de Praga na Seção 8 (Operações Ativas e Desinformação)
1966-1967: Chefe Suplente da Seção 1 (Americana)
1968: Membro da rezindetura de Santiago

Zdenek Kvita (codinome: Peterka)

1953: Contratado pela StB
1954: Trabalhou na Seção da América Latina
1956-1960: Membro da rezindetura do México
1960-1961: Membro da rezindetura de Cuba
1962-1964: Membro da rezindetura do Rio de Janeiro
1965: Suplente na rezindetura em Cuba e depois trabalhou na Central na Seção da América Latina
1970: Trabalohu na Central na Seção Afro-Asiática

Links:

Raúl Castro, os arquivos da StB e o serviço secreto cubano

América Latina – panorama geral (ano 1963)

Zdenek Propilek (codinome: Pomezný)

1950: Funcionário do MV
1952: Membro da KSC
1959: Contratado pela StB
1961-1962: Membro da rezidentura do Brasil
1964-1968: Membro da rezidentura do Brasil
1970: Membro da rezidentura de Santiago
1973-1975: Membro da rezidentura de Lima
1975-1979: Trabalhou an Central na Seçao 52 (América Latina)
1979: Chefe Suplente da Seção 26 (Contra-espionagem no Exterior)

Links:

Tarefas do rastreador na rezidentura Rio de Janeiro
https://stbnobrasil.com/pt/tarefas-rastreador-na-rezidentura-rio-de-janeiro

Jan Stehno (codinome: Skorepa)

1951: Membro da KSC
1955-1958: Membro da rezindetura da Argentina
1962-1965: Membro da rezindetura do Brasil
1965-1966: Chefe Suplente da Seção I (Americana)
1972: Membro da rezidentura de Bruxelas
1986: Chefe Suplente do Primeiro Departamento

Links:

Josué Guimarães, novas informações sobre escritor e jornalista brasileiro
https://stbnobrasil.com/pt/josue-guimaraes-novas-informacoes-sobre-escritor-e-jornalista-brasileiro

América Latina – panorama geral (ano 1963)

Josef Tománek (codinome: Tacner)

1957: Membro da KSC
1960: Contratado pela StB
1960-1964: Trabalhou na empresa STROJEXPORT
1964-1968: Membro da rezidentura do Brasil como funcionário do Ministério de Comércio Exterior
1971-1977: Membro da rezidentura de Paris
1977-1979: Trabalhou na Central na Seção 42 (Europa Ocidental e OTAN)

Jirí Kadlec (codinome: Treml)

1945: Membro da KSC
1950: Membro do MV
1951: Contratado pela StB
1952: Fundou a rezidentura do Rio de Janeiro
1952-1955: Membro da rezidentura do Rio de Janeiro
1955-1978: Membro de outras 6 rezindeturas
1978-1982: Membro da rezidentura de Madrid

Links:

O agente Alegre com um triste fim
https://stbnobrasil.com/pt/o-agente-alegre-com-um-triste-fim

Serviço secreto soviético considerou “causar guerra civil no Brasil” em 1961
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/06/04/politica/1528124118_758636.html

HONZA, TREMLhttps://web.archive.org/web/20170107213346/http://cepol24.pl/stb/res_treml.html

Zdenek Vrána (codinome: Velebil)

1953: Membro da KSC
1955: Contratado pela StB
1958: Membro da rezindetura de Nova Iorque
1961: Trabalhou na Central na Seção Cube e o Caribe
1961-1964: Membro da rezidentura de Cuba

Links:

Um agrado para Che Guevara
https://stbnobrasil.com/pt/um-agrado-para-che-guevara

quinta-feira, 28 de junho de 2018

A Conversão da Khaddafi: Pode um pau nascido torto se endireitar?

A Conversão da Khaddafi: Pode um pau nascido torto se endireitar?
por Ion Mihai Pacepa em 29/12/2003

Arquivo recuperado do artigo original em:
https://web.archive.org/web/20140220134329/http://old.nationalreview.com/comment/pacepa200312290001.asp

Como chefe da inteligência estrangeira da Romênia, trabalhei muito próximo ao Muammar Khaddafi, da Líbia, antes de deserdar para o Ocidente em 1978. Era eu o encarregado por Khadaffi e quem aparelhou os seus programas de armas que, ele, agora tão avidamente revela para a ONU. Em 1972, Moscou decidiu mobilizar três governos esquerdistas Árabes - Líbia, Iraque e Síria - e grupos terroristas como a “Organização para a Libertação da Palestina” (OLP, ou PLO em inglês), contra o nosso inimigo em comum, “o imperialismo-zionista Americano”.

Yuri Andropov, o então chefe da KGB, delegou a Líbia para a Romênia. Nós, na Romênia, já tínhamos ótimas conexões com Khaddafi. Tanto ele como Kim Il Sung da Coreia do Norte há tempos utilizam especialistas Romenos em armas químicas, assim como uma tecnologia nossa (Romena) de bombas radioativas tão pequenas quanto maletas.

O Iraque é o bebê de Moscou. Já a Síria, Andropov me disse, era a próxima da lista, onde o presidente Hafez, irmão do Assad já era um dos nossos, muito-bem-pagos agentes.

Khaddafi, na minha opinião, não é um homem de honra. Muito pelo contrário, ele morre de medo de morrer. Ele não se vislumbra com o destino do Saddam Hussein. Tiranos são sempre paranoicos, por motivos óbvios. Nicolae Ceaușescu, ditador da Romênia, por exemplo, nunca comia nada até que alguém se certificasse que não havia veneno. Khaddafi deve calcular que a sua melhor chance de manter a sua fortuna e a sua posição é costurar acordos que tirem a Líbia das listas dos governos mais trapaceiros do mundo. A sua estratégia deve ser exatamente a mesma dos soberanos da China, alguns anos após a morte do Mao Tse-Tung, que humoristicamente anunciaram ao Ocidente que mudariam, porém mantendo tudo exatamente igual.

Conciliações nunca funcionam com estes tipos de pessoas. Porém o medo algumas vezes sim.

O presidente Bill Clinton, uma vez, tentou apaziguar a situação com Yasser Arafat forçando-o a cooperar. O convidou à Casa Branca e o tratou como um Chefe de Estado. O resultado? O terrorismo na Palestina apenas cresceu. Já o presidente Jimmy Carter bajulava ilimitadamente o meu antigo chefe, Nicolae Ceausescu, saudando o tirano como “um grande estadista e um líder internacional”. Ceausescu considerou esta bajulação como um certificado para continuar o seu ataques terroristas. Pouco tempo depois, ele contratou Carlos, o Chacal, para explodir o escritório da rádio “Europa Livre” em Munique.

Meu último encontro com Khaddafi foi em 1978, quando voei para Trípoli, capital da Líbia, para perguntá-lo se ele se interessava em financiar a transformação de brucelose numa arma biológica, um vírus mortal que possuía o codinome "Brutus". Sendo extremamente rica em petróleo, a Líbia possuía, mais do que suficiente, reservas internacionais para pesquisa científica militar. Sempre se escondendo, Khaddafi já estava três dias atrasados para o nosso encontro. “O seguro morreu de velho”, o seu espião chefe me disse. Manobras paranoicas era o padrão operacional do Khaddafi. Em 1999, ele manteve Kofi Annan, Secretário-Geral da ONU, aguardando por horas.

“Nossa união é a nossa força”, Khaddafi disse, quando finalmente o encontrei na sua tenda verde. “E, por favor, sem segredos entre nós”, ele adicionou num tom de ameaça. Como era o usual, ele estava sentado em seu trono dourado, com seu queixo dentro de uma das mãos. Assim como todos os tiranos, Khaddafi era um covarde que tentava compensar isto agindo como um monarca. Ele concordou em financiar "Brutus" sob a condição que a produção seria compartilhada igualmente, depois me encaminhou ao seu pessoal para os detalhes técnicos.

Encontrei com ele uma vez mais nesta viagem, novamente sentado em eu trono dourado, porém agora em outra tenda. Khaddafi me deu uma mensagem que deveria ser entregue ao Ceausescu - o que ele realmente queria era desenvolver armas nucleares usando as grandes reservas de Urânio no norte da Romênia, particularmente ele queria uma arma radioativa portátil, que pudesse ser carregada. Dinheiro não seria problema, ele me disse.

Eu recomendo que o Ocidente não se vanglorie tão rapidamente da aparente desistência do pau torto Líbio. Precisamos manter os olhos bem abertos em Khaddafi. Eu sei que ele é um mentiroso e um mestre em embromações. Todos os ditadores possuem estas habilidades. Khaddafi vem, ao mesmo tempo, fomentando e renunciando o terrorismo por mais de 20 anos. Logo após a minha deserção, ele anunciou, com fanfarra, a destruição do complexo químico na Romênia chamado Rabta, que por acaso ele mesmo ajudou a construir. Claro, como eu mesmo já havia comprometido as instalações, este ato não foi um ato tão nobre quanto ele tentou fazer parecer. Mais tarde, descobrimos que na verdade ele apenas forjou o incêndio em Rabta, com queimaduras forjadas e queimando pneus de caminhões para criar todo aquele fumaceiro. Enquanto isso ele construia uma segunda fábrica de armas químicas, agora a mais de 30 metros de profundidade, debaixo da montanha Tarhunah, no sul de Trípoli. Em 1992, a CIA estimou que a Líbia tinha produzido 100 toneladas de armas químicas, parte delas usada para construção de bomba aéreas.

Em abril de 1986, eu mesmo ajudei o governo dos Estados Unidos a se vingar do bombardeio da discoteca La Belle em Berlim, comandado por Khaddafi, que acabou com a morte de dois soldados americanos e mais de 200 pessoas feridas. No dia 15 de abril de 1986, aviões Americanos atacaram duas cidades Libanesas: Trípoli e Benghazi, destruindo as tendas do líder libanês Muammar Khaddafi. Segundo relatórios dos jornais, Khaddafi fugiu alguns minutos antes dos ataques.

Depois disso, um "novo" Khaddafi proclamou que ele tinha parado com operações terroristas contra os Estados Unidos. Porém dois anos depois, a Líbia era novamente o cérebro por detrás dos bombardeios do voo PanAm 103 sobre Lockerbie na Escócia, matando todos os 259 passageiros e mais 11 pessoas quando o avião atingiu o chão, o maior ato de terrorismo contra os Estados Unidos até aquela época.

Após Lockerbie, novamente um “novo, novo” Khaddafi apareceu ao mundo. Chamando os ataques terroristas de 11 de Setembro contra os Estados Unidos de “horrorosos”, ele disse que os Estados Unidos tinham todo o direito do mundo de perseguir os terroristas. “Antigamente, eles nos chamavas de trapaceiros”, disse Khaddafi num discurso nacional para a rede de televisão na Líbia. “Eles estavam corretos em nos acusar disso. Porém isto tudo é passado. Nosso comportamento foi revolucionado.”

Tudo isso é passado, ele disse, e agora ele se opõe aos insurgentes islâmicos como a Al Qaeda.

Por debaixo dos panos, porém, Khaddafi ainda me parece ser o mesmo bom e velho patrocinador do terrorismo. Segundo revelações da semana passada, ele continua até hoje a construir, discretamente, um dos maiores estoques de armas químicas do Oriente Médio. Ele, recentemente, adquiriu centrífugas para enriquecer Urânio. Além de ter comprado tecnologia balística da Coreia do Norte.

Visitas preliminares dos Estados Unidos e do Reino Unido a algumas dezenas de instalações para produção de armas nucleares na Líbia indicaram que eles são muito mais avançados do que se acreditava.

É muito bom que Khaddafi, mais uma vez, disse que ele escolheu “por livre e espontânea vontade” desmontar suas armas de destruição em massa. Eu torço para que isso se torne um modelo e que outros ditadores façam o mesmo - e evitem o destino do Saddam Hussein e, tenho a certeza absoluta, que aquela foto dele, passando a imagem de totalmente submisso e derrotado, dá um frio na espinha de todos estes ditadores. Porém devemos nos lembrar que Khaddafi é um charlatão e que contêm ainda algumas cartas escondidas na manga.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Recente nota de apoio das FARC ao Lula

FARC se solidariza con Lula
Confira a nota do partido Fuerza Alternativa Revolucionaria del Común, da Colômbia



El partido Fuerza Alternativa Revolucionaria del Común expresa su solidaridad al compañero y ex presidente brasileño LULA. Rechazamos la decisión adoptada en su contra por el Supremo Tribunal de Justicia de Brasil y demandamos para él todas las garantías políticas y judiciales en el marco de la constitución política brasileña, de su ordenamiento interno y de la legislación internacional.

http://www.pt.org.br/blog-secretarias/farc-se-solidariza-con-lula/

Hugo Chavez conta como conheceu Lula e Raúl Reyes num encontro do Foro de São Paulo



“Recebi o convite para assistir, em 1995, ao Foro de São Paulo, que se instalou naquele ano em San Salvador. (…) Naquela ocasião conheci Lula, entre outros. E chegou alguém ao meu posto na reunião, a uma mesa de trabalho onde estávamos em grupo conversando, e lembro que colocou sua mão aqui [no ombro esquerdo] e disse: ‘Cara, quero conversar com você.’ E eu lhe disse: ‘Quem é você?’ ‘Raúl Reyes, um dos comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.’ Nós nos reunimos nesta noite, em algum bairro humilde lá de El Salvador. (…) E então se abriu um canal de comunicação e ele veio aqui (…) e conversamos horas e horas. Depois, em uma terceira e última ocasião, passou por aqui também.”


''As Farc têm todo o tempo do mundo'', diz comandante [Raúl Reyes]

Folha de S.Paulo - Vocês têm buscado contato com o governo Lula?

Reyes - Estamos tentando estabelecer --ou restabelecer-- as mesmas relações que tínhamos antes, quando ele era apenas o candidato do PT à Presidência.

Folha de S.Paulo - O sr. conheceu Lula?

Reyes - Sim, não me recordo exatamente em que ano, foi em San Salvador, em um dos Foros de São Paulo.

Folha de S.Paulo - Houve uma conversa?

Reyes - Sim, ficamos encarregados de presidir o encontro. Desde então, nos encontramos em locais diferentes e mantivemos contato até recentemente. Quando ele se tornou presidente, não pudemos mais falar com ele.

Folha de S.Paulo - Qual foi a última vez que o sr. falou com ele?

Reyes - Não me lembro exatamente. Faz uns três anos.

Folha de S.Paulo - Fora do governo, quais são os contatos das Farc no Brasil?

Reyes - As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais. Na época do presidente [Fernando Henrique] Cardoso, tínhamos uma delegação no Brasil.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

domingo, 28 de janeiro de 2018

Ex-espião Soviético diz "Nós criamos a Teologia da Libertação"

Original: https://www.catholicnewsagency.com/news/former-soviet-spy-we-created-liberation-theology-83634

CNA: Em termos gerais, é possível dizer que o crescimento da Teologia da Libertação teve alguma conexão com o governo Soviético?

Ion Mihai Pacepa: Sim. Eu descobri sobre o envolvimento da KGB na Teologia da Libertação diretamente do General Soviético Aleksandr Sakharovsky, conselheiro chefe do departamento de inteligência estrangeira da Romênia (Razvedka), que foi o meu verdadeiro chefe até 1956, ano que ele se tornou chefe de um dos serviços de espionagem da União Soviética, a PGU, posição que ele manteve por 15 anos, um recorde.

No dia 26 de Outubro de 1959, Sakharovsky e seu novo chefe, Nikita Khrushchev, vieram à Romênia para o que acabou conhecido como "as férias de seis dias do Khrushchev". Ele nunca tinha tirado férias tão longas antes, nem estava na Romênia para realmente descansar. Khrushchev realmente queria entrar na história como o líder Soviético que exportou o comunismo para a América Central e para a América do Sul. Sendo a Romênia o único país com tradições latinas no bloco Soviético, Khrushchev em pessoa foi se certificar que todos os "líderes latinos" estavam prontos para começar as novas guerras pela liberação.

Já ouvi falar do Sakharovsky em teus textos, porém nunca encontrei mais nada relevante sobre ele. Por quê?

Sakharovsky foi um dos segredos Soviéticos dos anos mais quentes da Guerra Fria, naquela época nem mesmo alguns membros dos governos de Israel e do Reino Unido, por exemplo, sabiam a identidade dos agentes da Mossad e do MI-6. Sakharovsky, porém, teve um papel extremamente importante moldando a história da Guerra Fria. Ele foi o responsável pela exportação do comunismo para Cuba; teve uma participação nefasta na crise de Berlim (1958-1961) que culminou na criação do muro de Berlim; e arquitetou a Crise dos Mísseis (1962) que quase começou uma guerra nuclear.

A Teologia da Libertação é um movimento que de algum modo foi criação de alguma equipe do Sakharovsky dentro da KGB, ou é um movimento que foi apenas promovido pela URSS?

O movimento nasceu de dentro da KGB, e tem um nome bem KGB: Teologia da Libertação. Durante aqueles anos, a KGB tinha uma inclinação pelos movimentos de "liberação", por exemplo: o exército pela liberação nacional na Colômbia (FARC), criado pela KGB com a ajuda do Fidel Castro; o exército de liberação da Bolívia, criado pela KGB com a ajuda do Che Guevara; a Organização pela Liberação da Palestina (PLO), criada pela KGB com a ajuda do Yasser Arafat etc... estes foram apenas alguns dos movimentos de liberação criados em Lubyanka, onde fica a sede da KGB.

O nascimento da Teologia da Libertação foi intenção de um encontro super secreto que ocorreu em 1960 chamado "Programa de Desinformação do Partido-Estado" que foi aprovado por Aleksandr Shepelin, presidente da KGB e pelo membro do politburo Aleksey Kirichenko, que coordenava as políticas internacionais do Partido Comunista. Este programa demandava que a KGB tomasse o controle do Conselho Mundial das Igrejas (WCC), baseado em Geneva na Suíça, e o usasse como fachada para transformar a Teologia da Libertação numa ferramenta revolucionária na América do Sul. O WCC era a maior organização ecumênica fora o Vaticano, representando de algum modo 550 milhões de Cristãos de várias denominações por mais de 120 países.

O nascimento de um movimento religioso é um evento histórico. Como esse nascimento ocorreu?

A KGB começou criando uma organização intermediária chamada Conferência Cristã pela Paz (CPC), que possuía sua sede em Praga. Sua função era trazer à vida a idéia da Teologia da Libertação, assim como idealizada  pela KGB.

Esta conferência (CPC) foi gerenciada pela KGB e era subordinada da venerada Conselho pela Paz Mundial, outra criação da KGB, fundada em 1949 e também sediada em Praga.

Durante os meus anos no topo da comunidade da inteligência do bloco Soviético, eu mesmo gerenciei operações para o Conselho pela Paz Mundial (WPC). Ela era KGB de cima abaixo. A maioria dos funcionários da WPC eram oficiais da inteligência Soviética disfarçados. As duas publicações da WPC, ambas em francês, "Nouvelles perspectives" e "Courier de la Paix" também eram gerenciadas por funcionários da KGB e da DIE Romena. Até mesmo o dinheiro da WPC vinha de Moscou e era entregue pela KGB na forma dólares lavados, para esconder sua origem Soviética. Em 1989, quando a União Soviética estava para colapsar, a WPC assumiu publicamente que 90% do seu dinheiro vinha da KGB.

Como começou a Teologia da Libertação?

Eu não estava envolvido na criação em si da Teologia da Libertação. Porém, Sakharovsky me disse que em 1968, a CPC, conferência cristã criada pela KGB, com apoio da WPC, conseguiu manobrar um grupo de bispos esquerdistas na América do Sul para estabelecer a Conferência Latina Americana de Bispos em Medellín , na Colômbia. A função original da conferência era descobrir modos de aliviar os males da pobreza, porém seu objetivo não declarado foi reconhecer um novo movimento religioso, encorajando os pobres a se rebelar contra a "violência institucionalizada da pobreza" e recomendava que o Conselho Mundial das Igrejas dessa aprovação oficial ao movimento.

A Conferencia de Medellín alcançou seus dois objetivos. E ainda utilizou o nome idealizado pela KGB: Teologia da Libertação.

A Teologia da Libertação possui seus próprios líderes, alguns são figuras "pastorais" até famosas, alguns são intelectuais. Você sabe se teve envolvimento Soviético em promover a imagem ou os escritos destas personalidades? Por exemplo, Bispo Sergio Mender Arceo do México? Helder Camara do Brasil? Alguma conexão com teólogos liberais como Leonardo Boff, Frei Betto, Henry Camacho ou o Gustavo Gutierrez?

Tenho bons motivos para suspeitas que exista uma forte conexão entre a KGB e alguns dos seus principais apoiadores, porém não tenho nenhuma evidência para prová-la. Nos meus últimos 15 anos na Romênia (1963-1978), eu gerenciei a espionagem científica e tecnológica, assim como as operações de desinformação que visavam melhorar a imagem do Ceausescu no Ocidente.

Recentemente, dando uma olhada no livro do Gustavo Gutierrez "Teologia da Libertação: Perspectivas" de 1971, eu tive a sensação que foi escrito na KGB. Não é a toa que ele é tido como o fundador da Teologia da Libertação. Agora, daí para possuir provas é um longo caminho.