sábado, 25 de janeiro de 2020

Decreto de Lênin (URSS) que iniciou o Terror Vermelho

Original: https://www.alexanderyakovlev.org/fond/issues-doc/1009056

Documento nº 3
Decreto do SNK do RSFSR sobre o "Terror Vermelho"

09/05/1918

O "Conselho dos Comissários do Povo", depois de ouvir o relatório do Presidente da "Comissão Extraordinária da Rússia para a Luta Contra a Contra-Revolução, Exploração e Corrupção" (CHEKA), declara que esta Comissão considera:

  1. que, na atual situação, para garantir a retaguarda [revolucionária], a utilização do terror é uma necessidade direta;
  2. que, a fim de fortalecer a atividade em exercício da CHEKA e para torná-la mais efetiva, é necessário enviar o maior número possível de camaradas responsáveis ​​[para esta organização];
  3. que é necessário para garantir a vitória da República Soviética, isolar os inimigos de classe em campos de concentração;
  4. que todas as pessoas com relações com organizações, conspirações e rebeliões da Guarda Branca estão sujeitas a execução;
  5. que é necessário publicar os nomes de todos os executados, bem como os motivos pelos quais foram aplicados estas medidas a eles.

Assinado:
Comissário Popular da Justiça D. KURSKIY
Comissário do Povo para Assuntos Internos G. PETROVSKY
Gerente do Conselho de Comissários do Povo Vl. BONCH-BRUEVICH
SU. No. 19. Divisão 1. Art. 710. 09/05/18.


The Cheka - Lenin´s Red Terror! English subtitles.



quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Parceria entre Nazistas e Comunistas Soviéticos (URSS) na Segunda Guerra Mundial





Nos últimos dias, Vladimir Putin e seu governo, junto do complexo da mídia russa estão tentando reescrever a história. Eles resolveram tocar nas feridas da Segunda Guerra Mundial. Feridas que os próprios russos infligiram na Polônia.

Putin afirmou que a União Soviética não foi um agressor na Segunda Guerra Mundial. Ele acusou a Polônia de colaborar com a Alemanha Nazista, além de culpar o início da guerra nas forças aliadas e diminuiu a importância da coalizão da URSS com o Terceiro Reich Alemão.

Inicialmente, pensei que as  observações do Putin eram absurdas demais para serem levadas a sério.

No entanto, quando Vyacheslav Volodin, presidente da Duma Federal, acusou a Polônia de colaborar com a Alemanha Nazista, e de ter insinuado o suporte da Polônia às políticas genocidas de Hitler contra os judeus, e ainda por cima exigiu um pedido de desculpas da Polônia, para aplausos do corpo diplomático Russo e da mídia Russa, decidi que a verdade precisa ser dita.

Why Vladimir Putin is angry at Poland

A verdade é que no dia 1 de Setembro de 1939, a Polônia foi invadida pelo oeste pela Alemanha Nazista e no dia 17 de Setembro de 1939 pelo leste pelo aliado dos Nazistas, a "salvadora Rússia".

INVASION OF POLAND, FALL 1939

THE SOVIET INVASION OF POLAND


Esta dupla invasão estava planejada no acordo chamado "Pacto Molotov-Ribbentrop" assinado em  23 de agosto de 1939. O pacto foi, na verdade, muito mais do que um pacto de não-agressão pois continha alguns protocolos secretos. Entre eles um rascunho de como seria a futura Europa Central e a Europa Oriental. De como seriam as esferas de interesse, além da futura divisão e ocupação dos Nazistas e dos Soviéticos da Polônia e do Báltico: Lituânia, Letônia, Estônia, bem como a ataque à Finlândia.


   


Russia and Germany: non-aggression treaty to be signed 
Ribbentrop flying to Moscow tomorrow

THE TOPEKA DAILY CAPITAL, AUGUST 24, 1939


Vamos ver mais detalhadamente as declarações de Putin num recente encontro com líderes da "União Econômica Eurasiática" em São Petersburgo. Putin banalizou a assinatura do  "Pacto Molotov-Ribbentrop" alegando que a União Soviética foi a última nação a assinar um pacto de não-agressão com Hitler; além disso o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, alegou que a assinatura do pacto de não-agressão permitiu à URSS melhor se preparar para a guerra.

Putin Rejects Blaming Stalin for Start of World War II

Molotov-Ribbentrop: why is Moscow trying to justify Nazi pact?

Russia’s foreign minister, Sergei Lavrov, who spoke
 at the exhibition’s opening this week, made that point e
xplicitly: “Under these circumstances, the Soviet Union was 
forced on its own to ensure its national security and signed 
a non-aggression pact with Germany,” he said.

A verdade é que a colaboração da Alemanha com a Rússia Soviética é muito anterior ao "Pacto Molotov-Ribbentrop". Em 1922, no chamado "Tratado de Rapallo" foi normalizada a diplomacia e a relações entre estes dois países. Oficialmente apenas laços econômicos.

No entanto, em segredo, eles estabeleceram uma elaborada cooperação militar. Os exércitos Russo e Alemão secretamente treinaram seus oficiais em conjunto. Os Alemães foram instruídos pelos líderes Bolcheviques, enquanto os Russos foram ensinados pelos futuros Generais do Terceiro Reich. O exército Alemão possuía permissão para usar áreas de treinamento Russas para teste de tecnologia militar e manejo tático.

O tratado de Berlim de 1926 reafirmou o "Tratado de Rapallo" e foi renovado em 1931, ratificado em 1933, já com o recém-formado Terceiro Reich.

How the Germans Cheated the Versailles Treaty


  

 


O último sinal da proximidade entre Nazistas e Soviéticos veio em Março de 1939 do próprio Stalin.  Durante seu discurso no 18º Congresso do Partido que aconteceu poucos meses antes da assinatura do "Pacto Molotov-Ribbentrop", da invasão da Polônia, e do início da Segunda Guerra Mundial.

RELATÓRIO DO XVIII CONGRESSO DO PARTIDO

Eles falam e escrevem diretamente em preto e branco
 que os alemães os “decepcionaram cruelmente” porque,
 em vez de se avançarem para o leste, contra a União Soviética,
 eles se viraram para o oeste e exigem colônias para si. 
Você pensaria que os alemães receberam as regiões da
 Tchecoslováquia como o preço da obrigação de iniciar 
uma guerra com a União Soviética, e os alemães agora se
 recusam a pagar a conta, enviando-os para algum lugar distante.


Além disso, duas autoridades Russas acusaram a Polônia de fazer acordos com a Alemanha antes da URSS. A verdade é que, enquanto a Alemanha e a URSS estavam ratificando o "Tratado de Berlim", o diplomata polonês Alfred Wysocki protestou contra a política cada vez mais agressiva da Alemanha advertindo que isto levaria à guerra e que a Polônia estava disposta a se defender.

Em 1934 o ainda muito mais fraco Terceiro Reich foi empurrado a assinar uma declaração de não-agressão por um período de dez anos com a Polônia. Declaração que foi quebrada quando a Alemanha Nazista invadiu a Polônia cinco anos depois.

Putin accuses Poland of colluding with Hitler, anti-Semitism



Putin acusou o embaixador Polonês da Alemanha de anti-semitismo chamando-o de "aquele bastardo porco anti-semita".  A verdade é que a declaração do embaixador Jósef Lipsky foi tirada de contexto.

Michael Schudrich, rabino-chefe da Polônia e da "União Polonesa das Comunidades Judaicas" saiu em defesa de Lipsky . A declaração de Schudrich sobre o assunto esclarece a questão:
"Para nós, judeus, é particularmente ultrajante que Putin manipule o tom dos comentários de Lipsky feito numa conversa com Adolf Hitler em 1938. Não se deve esquecer que a Polônia não só apoiou a emigração da sua minoria Judaica (10% da população), mas o fez em cooperação com o movimento Sionista, para quem, ainda por cima, deu suporte militar clandestino.
Ao mesmo tempo, no entanto, em 1938, quando o Terceiro Reich expulsou milhares de Judeus Poloneses, os serviços diplomáticos da Polônia, incluindo o embaixador Lipsky pessoalmente, participaram da ajuda aos Judeus. 
Acusar Lipsky de antissemitismo com base numa sentença tirada do contexto é extremamente irresponsável. 
Além disso, durante a guerra, Lipsky se alistou como voluntário no exército Polonês e participou da "Batalha de Ancona" em 1944."
Putin Calls Former Polish Ambassador ‘Anti-Semitic Pig’

Battle of Ancona, 17-18 July 1944

Oficiais russos alegaram que as tropas Soviéticas não invadiram a Polônia, eles simplesmente entraram em 1939, quando a Polônia já estava derrotada.

A verdade é que 600.000 soldados do poderoso Exército Vermelho invadiram a Polônia sem nenhum aviso prévio, logo nas primeiras horas do dia 17 de setembro; eles acabaram encontrando no seu caminho algumas unidades fronteiriças, como na cidade de Pinsk, na antiga fronteira da Polônia; além de algumas tropas da reserva Polonesa.

Uma das muitas unidades nas fronteiras era a do Jan Bolbott, que como o resto do exército Polonês foi totalmente surpreendido, chocado e em números muito menor, com a invasão Soviética; por quatro dias ele defendeu o seu "bunker".

No seu relatório final, ele escreveu sobre as centenas ou milhares de Russos mortos no campo de batalha; além de milhares que estavam montando o próximo ataque.

Durante o Invasão Soviética, e contra todas as probabilidades, o general Wilhelm Orlik-Rückemann conseguiu derrotar 52º Divisão de Rifles da URSS em Szack (atualmente na Ucrânia); e o General Franciszek Kleeberg derrotou a da 43º Divisão de Rifle da URSS.

A verdade é que os Soviéticos podem dizer qualquer coisa, menos que não tiveram oposição dos Poloneses.

Soldados Poloneses ajudados pelos escoteiros mirins defenderam a cidade de Grodno, enquanto os Soviéticos usavam as crianças Polonesas como escudos para seus tanques.

Ou seja, os Poloneses se defenderam simultaneamente tanto do Wehrmacht (exército Nazista) quanto do Exército Vermelho Soviético, antes de finalmente serem dominados pelos Soviéticos.

Putin’s Big Lie

SECOND LIEUTENANT JAN BOŁBOTT 
FIGHTING IN “TYNNE” SECTION

Battle of Szack

Battle of Grodno (1939)

Putin alega que Brest-Litovsk foi ocupado pelo Exército Vermelho quando o Alemães tinham expulsados os Poloneses da cidade.

Porém Litovsk é exemplo particularmente relevante já que foi o local da vergonhosa parada militar conjunta entre Nazistas e Soviéticos. Realizada em 22 de setembro de 1939 foi a cerimônia que marcou a retirada das tropas Alemãs para a linha da demarcação concordada no "Pacto Molotov-Ribbentrop"; além da entrega da cidade dominada pelos Nazistas para os Soviéticos.

Enquanto as tropas estavam desfilando, o capitão Polonês Waclaw Radziszewski e seus soldados ainda estavam defendendo um dos fortes da cidade de Brest contra artilharia conjunta do Exército Vermelho Soviético e do Exército Nazista, desistindo da sua posição apenas no dia no dia 26 de Setembro de 1939.

Joint Soviet-Nazi military parade in Poland.
The history of Russian aggression.

Putin também declarou que a ocupação Soviética da Polônia foi necessária pois o governo Polonês havia perdido controle do país no dia 17 de Setembro. Quando os soviéticos atacaram a Polônia, sem nem mesmo uma declaração formal de guerra, as batalhas contra os Nazistas estavam no seu auge.

A "Batalha de Bzura", a maior das campanhas estava em pleno andamento. Outras como: a "Batalha de Kepa Oksywska", a "Batalha de Hel", a invasão da cidade de Varsóvia (Warsaw), a "Batalha de Lwów" e a "Batalha de Modlin" estavam todas ainda resistindo a invasão Nazista.

Quando os Soviéticos invadiram a Polônia, o Poloneses foram incapazes de lutar em duas frentes ao mesmo tempo. Foi a invasão Soviética que destruiu os últimos planos Poloneses de defesa e forçou a liderança Polonesa ao exílio. O exército Polonês recebeu ordens para evacuar e para se reorganizar na França, deixando a Polônia através da Romênia.

Putin blames Poland for WWII

Battle of the Bzura

 Battle of Kępa Oksywska

Battle of Hel


Putin afirmou que a ocupação Soviética salvou inúmeras vidas.

A verdade é que entre 1939 e 1941 os Soviéticos prenderam cerca de meio milhão de Poloneses, em torno de um em cada 10 homens adultos. Mais de um milhão de Poloneses, o número exato é desconhecido, foram deportados em quatro ondas da Polônia para os Gulags no norte e no leste da Rússia.

22.000 oficiais, líderes políticos e membros da intelligentsia foram baleados pela NKVD (KGB) nas florestas de Katyn, Charkow, Miednoje, Bykownia em 1940 e enterrados em valas comuns. 

A história da União Soviética, da qual a Federação Russa é a herdeira, é a história do totalitarismo comunista que sacrifica todos os aspecto da vida no altar de sua ideologia opressiva.

São seus os crimes do Exército Vermelho, do Stalin, 
da Cheka, da NKVD, da KGB e tudo do que saiu daí.

São seus os crimes dos grandes expurgos, 
da Grande Fome na Ucrânia, 
da Operação Polonesa da NKVD!

São seus os crimes do dia 17 de setembro de 1939!

São seus os crimes que ocorreram em Katyn, nos Gulags, 
em Katorga e de toda terra que foi desumanizada!

São seus os crimes na traição durante a Revolta de Varsóvia, 
dos estupros em massa, dos saques,
das células de tortura de Lubianka e Rakowiecka e
das desconhecidas valas comuns de Laczka, Sluzewiec e outros!

Putin says Soviet occupation “saved lives”

A Rússia se orgulha de participar da derrota sobre o Nazismo, mas a ofensiva soviética de 1944 e 1945 não trouxe a Polônia, Ucrânia, Lituânia, Letônia, Estônia, Checoslováquia, Hungria liberdade.

Não, os Soviéticos apenas substituíram um totalitarismo pelo outro. Os campos de concentração e trabalho Nazistas em Majdanek, Zgoda, Potulice, Jaworzno e Lambinowice  foram apenas transformados pelo NKVD (KGB) em campos Soviéticos.

Por 45 anos os Poloneses lutaram contra o sistema Comunista Soviético que foi imposto a eles. Os amaldiçoados soldados Poloneses lutaram por toda a década de 50, os trabalhadores Poloneses e  estudantes se revoltaram em 1956, em 1968 e em 1970, em 1976 e em 1980.

Do exterior a rádio "Europa Livre" nos transmitia mensagens de esperança, o papa Polonês João Paulo II nos deu coragem e manteve nossa fé viva; e, finalmente, em 1989, conseguimos nos libertar!

A independência Polonesa foi conquistada duramente. É por saber quanto custa a liberdade, que devemos defender o nosso país, tanto o seu território quanto o seu Carácter. 

Especialmente de você, Rússia! 

Poznań protests of 1956

1968 Polish political crisis

Polish protests of 1970


Já estamos acostumados a ataques da Rússia, sua propaganda não é novidade para nós.

Mais recentemente, seus ataques focaram na construção de um canal de navio na Divisão de Vistula que nos dará independência da cidade Russa de Baltiysk. Seus ataques foram feitos por conta do projeto Russo-Alemão da "Nord Stream 1", projeto que vai contra interesses poloneses. Você também atacou a Polônia por causa do nosso apoio a Ucrânia, que está atualmente parcialmente em guerra com a Rússia.

Esta batalha atual pela verdade histórica 
é uma das muitas lutas ainda por vir!

Porém, tenha a certeza de que nenhuma das suas mentiras 
ou ataques passarão sem serem contestados!

É interessante observar isso sobre a ótica da guerra de informação... Enquanto a imprensa ocidental estava focada na briga diplomática entre a Polônia e Rússia sobre o início da Segunda Guerra Mundial, Putin estava ocupado fazendo progressos com a Merkel sobre o project "Nord Stream 2".

Ele também estava ocupado negociando um acordo de trânsito de gás com a Ucrânia e renegociando um contrato de venda de gás com a Bielorrússia, mas esses são todos tópicos para outro dia...

Putin, Merkel discuss Ukraine gas transit and Nord Stream-2: Kremlin

sábado, 18 de janeiro de 2020

Quantos Stalin realmente assassinou?

"Calculo que o regime comunista, 1917-1987, matou cerca de 62.000.000 (62 milhões) de pessoas, cerca de 55.000.000 delas cidadãos. Stalin matou cerca de 43.000.000 (43 milhões) de cidadãos Soviéticos e estrangeiros"
Original: http://web.archive.org/web/20050507010707/http://freedomspeace.blogspot.com/2005/04/how-many-did-stalin-really-murder.html

Quantos Stalin realmente assassinou?


Primeiro de Maio está chegando, dia que costumava ser de celebração na União Soviética, com uma impressionante demonstração das armas e com um desfile infinitamente longo de soldados. Talvez seja apropriado prestar especial atenção, neste dia, ao custo humano do comunismo neste lar simbólico do Marxismo e em todo o mundo. O assunto deste blog é Stalin e a União Soviética. Vou postar mais sobre o custo total do Comunismo na próxima semana.

De longe, o número de consenso para aqueles que Joseph Stalin assassinou quando governou a União Soviética é de 20.000.000 (vinte milhões). Você provavelmente já se deparou com isso muitas vezes. Para ver quão numeroso é esse total, procure "Stalin" e "20 milhões" no Google e você obterá 38.800 links. Nem todos se contentam apenas com os 20.000.000. Alguns links tornarão esse o limite superior e outros o limite inferior de um intervalo. No entanto, praticamente ninguém que usa essa estimativa foi até a fonte, pois, se soubessem e soubessem algo sobre a história soviética, perceberiam que os 20.000.000 são uma estimativa grosseira do que provavelmente é o verdadeiro número.

A figura vem do livro de Robert Conquest, O Grande Terror: O Expurgo dos Anos 30 de Stalin (Macmillan, 1968). Em seu apêndice sobre números de vítimas, ele analisa várias estimativas daquelas que foram mortas sob Stalin e calcula que o número de execuções de 1936 a 1938 foi provavelmente de cerca de 1.000.000; que de 1936 a 1950, cerca de 12.000.000 morreram nos campos; e 3.500.000 morreram na coletivização de 1930-1936. No geral, ele conclui:
Assim, temos um número de 20 milhões de mortos, o que é quase certamente muito baixo e pode exigir um aumento de 50% ou mais, como o saldo devedor do regime de Stalin por 23 anos.
Em todas as vezes que eu vi os 20.000.000 de Conquest serem relatados, nem uma vez me lembro de ver também esta ressalva dele ligada a citação.

Considerando que Stalin morreu em 1953, observe o que a Conquest não incluiu

  • mortes em campos após 1950 e antes de 1936; 
  • execuções 1939-53; 
  • a vasta deportação dos povos das nações cativas para os campos e suas mortes 1939-1953; 
  • a deportação maciça dentro da União Soviética de minorias 1941-1944; e suas mortes; 
  • e aqueles que o Exército Vermelho Soviético e a polícia secreta executaram em toda a Europa Oriental após sua conquista durante 1944-1945 ser omitida. 
Brutal! Drawings from the Gulag.


Pictures from the book 
“Drawings from the GULAG” by Danzig Baldaev, 
a retired Soviet prison guard


32 Disturbing Photos Of Life Inside Soviet Gulag Prisons

Katyn Massacre
https://allthatsinteresting.com/soviet-gulag-photos

Além disso, é omitida a fome mortal ucraniana que Stalin impôs propositadamente à região e que matou 5 milhões em 1932-1934. Portanto, as estimativas da Conquest são irregulares e incompletas.

Holodomor: Stalin's Secret Genocide



Fiz uma visão abrangente das estimativas disponíveis, incluindo as de Conquest, e escrevi um livro, Lethal Politics , sobre o democídio Soviético para fornecer compreensão e contexto para minhas figuras.

Calculo que o regime comunista, 1917-1987, matou cerca de 62.000.000 (62 milhões) de pessoas, cerca de 55.000.000 delas cidadãos.

Quanto a Stalin, quando os buracos nas estimativas da Conquest são preenchidos, calculo que Stalin matou cerca de 43.000.000 (43 milhões) de cidadãos Soviéticos e estrangeiros, mais do que o dobro do total da Conquest. Portanto, a estimativa usual de 20 milhões de mortos no democídio soviético está bastante errada para o quanto matou a União Soviética, e até menos da metade do total que Stalin sozinho assassinou.

Mas, essas são todas estatísticas e difíceis de entender. Compare meu total de 62.000.000 para a União Soviética e 43.000.000 para Stalin com a morte da escravidão de 37.000.000 durante os séculos XVI e XIX; ou até a morte de 25.000.000 a 75.000.000 na Peste Negra (peste bubônica), 1347-1351, que despovoou a Europa.

Outra maneira de olhar para isso é que o risco anual de uma pessoa sob controle soviético ser assassinado pelo regime era de 1 em 222. Mas, compare - o risco anual de qualquer pessoa no mundo morrendo de guerra era de 1 em 5.556, de fumar um maço de cigarros por dia era de 1 em 278, de qualquer câncer era 1 em 357, ou para um americano morrer em um acidente de carro era 1 em 4.167.

Agora, devo perguntar, talvez com um toque inconsciente de indignação em minha voz, por que a quantidade de mortes pelo Marxismo é tão incrível e significativa em sua magnitude, totalmente desconhecida ou não apreciada em comparação com a importância dada à escravidão, mortes por câncer, mortes por acidentes de carro e em breve.

Especialmente, devo acrescentar novamente que, diferentemente do câncer, dos acidentes de automóvel e do fumo, essas mortes sob o marxismo na União Soviética foram intencionalmente causadas! Eles foram assassinados.

De qualquer forma, quando vir novamente o número de 20.000.000 de mortes de Stalin ou da União Soviética, duplique ou triplique-as em sua mente.

Pichação encontrada numa Universidade Brasileira


'Stalin matou pouco' | Lauro Jardim - O Globo

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

A dualidade de Putin - Parte 1

por: Ion Mihai Pacepa
FrontPageMagazine.com
05 de Agosto de 2005

Nos últimos quinze anos, a Rússia pós-soviética sofreu de maneira totalmente sem precedentes mudanças positivas. Não estamos mais lidando com um país perigoso, porém ainda estamos lidando com um tipo de "samoderzhaviye", a forma tradicional russa de autocracia rastreável a "Ivan, o Terrível" no século 16, onde um senhor feudal governa o seu país secretamente utilizando a sua polícia política pessoal.

Há alguns meses, o sempre otimista presidente Bush disse à TV russa sobre Vladimir Putin: "Somos amigos e isso é importante." [1] Ao contrário de seu antecessor, Boris Yeltsin, Putin é sempre sóbrio e amigável. Porém Stálin também o era. Segundo o general da KGB Ivan Agayants, o cérebro por trás da Cúpula de Teerã em 1943 e um dos mestres da minha vida passada, Stálin , se empenhou em encantar Franklin D. Roosevelt e gritou de alegria quando este o chamou de tio Joe. "O aleijado agora é meu", alegou Stálin .

Sobre a doença paralítica do Franklin D. Roosevelt

Quando analisa mais profundamente, a magia de Putin deriva de seguir a tradição de governantes russos e soviéticos que se ocultaram por detrás de segredos que só começaram a ser conhecidos depois que eles se foram.

Em março de 1953, enquanto tentava curar uma ressaca numa sauna, Stálin sofreu seu ataque fatal. Hoje, poucos estão dispostos a admitir que o glorificaram, assim como não havia seguidores nazistas na Alemanha após o fim da Segunda Guerra Mundial. Em 1953, no entanto, milhões choraram quando Stálin foi enterrado. Eu mesmo fui um deles. Sirenes tocaram, sinos tocaram, carros tocaram a buzina e o trabalho parou em um terço do mundo. Moscou fazia da manipulação dos símbolos uma arte, mas naquele dia se superou. Sentimos o peso da história em nossos ombros, quando uma era inteira passou ao esquecimento junto com o homem cujo nome era sinônimo de Kremlin por quase três décadas. Levou apenas três anos, no entanto, para Stálin ser denunciado como um açougueiro odioso que havia realizado o maior genocídio da história contemporânea.

Hoje, podemos ter um vislumbre da esposa de Putin e ouvir sobre seu amor pelo karatê através da suas técnicas de auto-controle, mas, no geral, sabemos menos sobre ele do que sobre Stálin no momento de sua morte. Putin parece ainda menos real do que as sucessivas caricaturistas de Stálin . Por que Putin deveria ser tão secreto sobre si mesmo nesta era da Internet em que vivemos? Por um lado, ele passou a maior parte de sua vida como espião e tem secretismo no sangue - ninguém deveria saber o que ele fazia, assim como minha própria filha não sabia nada sobre o meu trabalho real quando eu era chefe de espionagem da Romênia.

Putin também não é um "ideólogo", cujo trabalho e discursos podem ser analisados . Ele não é um criador, mas uma criação. Ele é um produto da KGB, não um Lênin, que construiu a KGB. Ele é um produto do antiamericanismo do Kremlin, não um Stálin, que gerou esse antiamericanismo. Ele também é um produto da proliferação nuclear do Kremlin e do terrorismo antiamericano, e não um Khrushchev, que foi o autor de ambos.

Como General comunista, encontrei com Nikita Khrushchev muitas vezes, tantas vezes sóbrio e tantas vezes bêbado, mas ainda estou tentando descobrir quando ele estava dizendo a verdade e quando estava mentindo. Putin continua esta tradição. Ele se tornou o primeiro líder estrangeiro a expressar tristeza ao presidente Bush pela tragédia de 11 de setembro [2] e a prometer ajuda estratégica e de inteligência à guerra ao terror dos EUA. Isso levou a um aquecimento nas relações americanas com o Kremlin e à admissão honorária da Rússia como parceiro júnior na OTAN. Uma vez formados para conter a expansão soviética, agora os dois ex-inimigos estão "unidos como parceiros, superando 50 anos de divisão e uma década de incerteza", como disse o presidente Bush. [3]

Poucos meses depois, Putin mudou seu país de volta para os clientes tradicionais da União Soviética - precisamente os três governos terroristas nomeados pelo presidente Bush como um "Eixo do Mal". Em março de 2002, Putin começou a ajudar o governo do Irã a se desenvolver. o míssil Shahab-4, que pode carregar ogivas nucleares ou germinativas. [4] Em agosto de 2002, ele concluiu um acordo comercial de US $ 40 bilhões com Saddam Hussein no Iraque. Então, enquanto os EUA se preparavam para lamentar suas vítimas do ataque terrorista do ano anterior, ele jogou o tapete de boas-vindas em Moscou para o desprezível ditador da Coréia do Norte Kim Jong Il, com grandes honras. [5]

É difícil dizer qual destes dois Putins é o real, mas os russos parecem estar encantados com ele exatamente por isto. Eles amam esta estratégia de engano. Gerações de russos se divertiram com o estado glorioso de seu país, e Putin os faz se sentirem espertos novamente. Eles o chamam de "Cardeal Cinzento" por sua capacidade de imitar um cardeal do Vaticano, só que de intrigas nos bastidores. Eles admiram seus olhos azuis gelados como indicativos do tipo forte e silencioso, um homem de verdade, que escolhe suas poucas palavras com muito cuidado.

[1] “Best Way to Fight Terrorism is to Spread Freedom, Bush Tells Russian TV,” BBC Monitoring Former Soviet Union, February 20, 2005, p.1

[2] “Putin offers sympathy and support f US,” Radio Free Europe Newsline, September 12, 2001, Internet edition.

[3] “NATO Welcomes Russia as Junior Partner,” The Associated Press, May 28, 2002, internet edition.

[4] William Safire, “Testing Putin on Iran, The New York Times, May 23, 2002, internet edition.

[5] Ben Shapiro, “Keep an eye on Russia,” Townhall.com, August 23, 2002.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Facção do Rio tem parceria com maior grupo guerrilheiro da América Latina para viabilizar tráfico

A parceria entre guerrilheiros de esquerda e o Comando Vermelho


“O maior grupo guerrilheiro armado da América Latina, o Exército de Libertação Nacional, tem parceria com a maior facção criminosa do Rio de Janeiro, com objetivo de viabilizar o tráfico de drogas e fazer com que cocaína chegue a Manaus”.

A informação, segundo O Globo, foi transmitida pelo comandante do Exército colombiano, general Nicácio Martínez Espinel, ao comandante do Exército brasileiro, general Edson Leal Pujol.

https://www.oantagonista.com/brasil/a-parceria-entre-guerrilheiros-de-esquerda-e-o-comando-vermelho/

Os guerrilheiros de esquerda e a parceria com o Comando Vermelho


Exército de Libertação Nacional, o maior grupo guerrilheiro armado da América Latina, tem parceria com a maior facção criminosa do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho (CV), informa O Globo.

O objetivo entre eles, segundo o jornal, é de viabilizar o tráfico de drogas e fazer com que cocaína chegue a Manaus.

A informação foi transmitida pelo comandante do Exército colombiano, general Nicácio Martínez Espinel, ao comandante do Exército brasileiro, general Edson Leal Pujol.

https://gazetabrasil.com.br/brasil/os-guerrilheiros-de-esquerda-e-a-parceria-com-o-comando-vermelho/

Facção do Rio tem parceria com maior grupo guerrilheiro da América Latina para viabilizar tráfico




BRASÍLIA — O comando do Exército da Colômbia afirma que o maior grupo guerrilheiro armado em atuação na América Latina, o Exército de Libertação Nacional (ELN), tem parceria com a maior facção criminosa do Rio , com objetivo de viabilizar o tráfico de drogas e fazer com que cocaína chegue a Manaus. Além disso, integrantes do ELN têm “presenças esporádicas” no Brasil, com o propósito de controlar atividades ilícitas mantidas pelo grupo de extrema esquerda, segundo o Exército colombiano.

As acusações foram trazidas ao Brasil pelo comandante do Exército, general Nicácio Martínez Espinel , que esteve em Brasília nos últimos dias 8 e 9 de outubro. Ele se encontrou com o comandante do Exército brasileiro, general Edson Leal Pujol, que ofereceu um jantar ao colega de farda.

O GLOBO esteve com Martínez. Em entrevista ao jornal, ele confirmou o teor das acusações trazidas. O general colombiano não quis dizer se os relatos foram repassados ao comandante brasileiro. O Exército do Brasil se recusou a responder aos questionamentos da reportagem sobre os assuntos tratados entre os dois comandantes.

— O centro de gravidade dos grupos armados na Colômbia é o narcotráfico. O narcotráfico une esses grupos com outros grupos criminosos, como a facção no Brasil e alguns narcotraficantes mexicanos. Há pessoas que, em troca de armas e de dinheiro, levam ou trazem cocaína — disse à reportagem o comandante colombiano.

O ELN é um grupo armado de extrema esquerda, que recorre ao narcotráfico e à mineração ilegal para financiar suas atividades. Depois do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, o ELN ocupou vácuos deixados pelas Farc, com forte presença na Venezuela.

O próprio acordo, porém, está sob risco, diante de mudanças de entendimento do governo de Juan Manuel Santos para o governo de Duque, além das fraturas dentro das próprias Farc — uma parte da guerrilha não aderiu à ideia de conversão em partido político e anunciou o retorno às armas, inclusive em parcerias com o ELN.

Uma reportagem publicada pelo GLOBO em 1º de setembro revelou detalhes sobre a atuação do ELN a 250 quilômetros da fronteira com o Brasil, no estado venezuelano de Bolívar, colado a Roraima. Guerrilheiros exploram e controlam a extração de ouro ilegal em cidades como Las Claritas, El Callao, Tumeremo e El Dorado. Parte desse ouro — ou dos dividendos a partir de um mercado negro do minério ainda na Venezuela — ingressa em Roraima e movimenta a economia local.

O Exército da Colômbia vai além e diz que está em curso uma parceria do ELN com a maior facção criminosa do Rio, que também tem forte atuação no Norte, com o controle de presídios da região. Até agosto deste ano, fontes da Polícia Federal (PF) relatavam que as investigações em curso e as operações já deflagradas não constataram relações entre traficantes brasileiros e integrantes da guerrilha.

Parceria no tráfico


Segundo o comando do Exército da Colômbia, o ELN tem parceria com a facção criminosa brasileira para transporte e venda de cocaína em Manaus. Os guerrilheiros estariam originalmente no estado colombiano do Amazonas, que faz fronteira com o estado brasileiro do Amazonas. O Exército afirma que a região onde eles estão é a de La Pedrera, próxima à fronteira com o Brasil.

Um outro grupo armado organizado, Los Caqueteños, utiliza no Brasil o Rio Solimões para dar vazão ao tráfico de cocaína, ainda conforme o comando militar colombiano. A área seria a da fronteira Leticia (Colômbia) — Tabatinga (Brasil). O grupo tem conexão com uma segunda facção criminosa brasileira, nascida na região Norte, segundo as autoridades colombianas.

Ainda conforme o Exército da Colômbia, o Brasil é destino de ouro ilegal extraído na fronteira. Ex-guerrilheiros do ELN teriam relatado ao Exército que facções criminosas brasileiras pagam em barras de ouro pela droga adquirida. A cocaína sai da Colômbia, entra na Venezuela e vai para Manaus, segundo o comando militar colombiano, que diz ainda que uma frente do ELN, a de Guerra Oriental, tem presenças “esporádicas” no Brasil. A criação de uma nova frente de guerra estaria em curso na área de fronteira entre Brasil e Colômbia.

— Eles usam a fronteira e sabem usar as leis quando lhes são convenientes. É fácil passar pela fronteira com o Brasil e com a Venezuela, de um lado a outro. Os rios permitem o envio de cocaína e maconha, com destino final até Europa, África — afirmou o general Martínez.

O comandante colombiano resumiu assim o encontro com o comandante do Exército do Brasil:

— Tenho uma grande amizade com general Pujol. Falamos sobre várias coisas importantes sobre a fronteira da Colômbia com o Brasil e alguns temas dos nossos Exércitos. E falamos de inteligência com seu Estado-Maior.

O Exército do Brasil se recusou a responder aos questionamentos do GLOBO sobre o que foi tratado no encontro entre os dois comandantes e sobre a importância que dá às acusações do general colombiano. O Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx) afirmou que a visita foi “protocolar”.




Para mais relações da Esquerda com o Narcotráfico


terça-feira, 17 de setembro de 2019

União entre comunistas da URSS e George Soros


Original:
https://www.estudosnacionais.com/ciencia-politica/portal-da-esquerda-confirma-uniao-de-comunistas-da-urss-e-george-soros/

Certamente muitas pessoas da esquerda diriam que o livro “O império ecológico” de Pascal Bernardin estaria criado uma teoria conspiratória surreal (e de direita), ao afirmar que Mikhail Gorbatchov teria propositalmente colaborado para dissolução da União Soviética, e embarcado em planos de uma nova ordem mundial visando exercer o poder de uma forma global usando de engenharia social e da conquista gradual de poder por meio de organismos internacionais como as Nações Unidas e outros.

Mas, eis que em 16 de setembro de 2019 o site “Carta Maior – O Portal da Esquerda“, publica um artigo que confirma tudo isso e muito mais. Trata-se do artigo Gorbatchov confessa: ”o objetivo da minha vida foi a aniquilação do comunismo'”

Apesar do forte viés de esquerda presente no texto e alguns vieses, o artigo publicado pelo site de esquerda confirma boa parte das análises do livro O Império Ecológico. Mas ele ainda vai além, citando recentes documentos com sigilo quebrado pela CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos), onde explica que o magnata George Soros estava ajudando Mikhail Gorbatchov em todo o processo.

Segundo o artigo, Soros “proporcionou a cobertura econômica ao governo de Gorbatchov, durante o ano de 1987, através de uma ONG ligada à CIA, conhecida como Instituto de Estados de Segurança Leste-Oeste” (IEWSS, sigla em inglês.

Confirmando outros pontos da análise do livro O Império Ecológico, o artigo diz ainda que Soros colaborou com a difusão dos termos “Perestroika” (abertura) e “Glassnost” (transparência), “para o projeto de aceleração do desmantelamento da União Soviética”.

O site de esquerda parece ver nessa manobra algo contra o socialismo e comunismo, mas aí que está o seu erro. Por outro lado, concordo com o artigo quando eles interpretam que esses fatos provam que a queda do regime tenha não foi um ato “espontâneo e democratizante” de Gorbatchov.

De fato, como demonstra o livro de Pascal Bernardin, tudo não passou de uma mudança de estratégia que abandonou o sistema opressivo do comunismo russo, para adotar métodos “não-aversivo” de conquista do poder global. Era preciso abandonar o modelo aversivo da União Soviética, que estava causando muita perda de energia em conflitos, e caracterizava a Rússia como “o grande inimigo”. Por isso, o “grande inimigo” foi sacrificado, para dar a ideia de que “a ameaça acabou”.

Mas, os esquerdistas do site Carta Maior veem nisso tudo um “golpe” contra a Federação Russa. O que houve na verdade, foi a união entre a esquerda e os globalistas por um projeto de poder muito mais amplo.

No livro O Império Ecológico o escritor Pascal Bernardin analisa em detalhes as obras de Gorbatchov, com trechos que vale a pena serem citados aqui e que sintetizam o modo de operação da esquerda atual, financiada por George Soros, Fundação Ford, Bill e Melinda Gates e outros meta-capitalistas.

Dizia Gorbatchov: “…o novo modo de pensamento político considera a solução dos outros problemas globais, aí compreendidos o do desenvolvimento econômico e da ecologia“.

E continua: “isso se aplica não apenas ao desarmamento, a desmilitarização das atitudes mentais e da sociedade mesma, mas também às preocupações gerais pela humanidade, tais como os riscos ecológicos, o futuro dos recursos energéticos, a política sanitária, a educação, a alimentação, o crescimento demográfico, a agressão midiática e assim por diante (M. Gorbatchv, Perestroïka, p. 205, citado em Bernardin, O Império Ecológico, p. 71), grifo nosso.

Pergunto: Não são esses os elementos contidos em toda a Agenda 2030 e presentes em todas as ações da ONU desde a década de 1990? As ideias globalistas mostram-se todas presentes nos escritos de Gorbatchov, e agora sabemos que Soros o estava financiando. E da mesma forma, Soros continua financiando as ONGs de esquerda hoje.

Bernardin explica ainda que a defesa de uma “ecologização da política” e a criação de um “novo sistema de valores” era defendido pelos comunistas que estavam por abandonar o sistema aversivo soviético. Para eles “o sistema de valores ocidental (e, ainda, cristão)” era “cada vez mais anacrônico”. Neste sentido, propunham que no novo sistema de valores onde as “atitudes individuais com relação à natureza deve tornar-se um dos principais critérios que assegurem a moralidade“, não bastando dizer “não matarás”, mas sim, criando uma união entre uma cultura ecológica e a religião. Sobre esse último elemento, vale destacar que a maioria dos que defendiam (e ainda defendem), são ateus.

Bernardin demonstra como Gorbatchov já estava preocupado com a ideia de criação de “problemas globais”, ou seja, problemas que sejam uma preocupação de todos os países. Os problemas globais podem ser reais ou irreais, mas devem existir sempre pois viabilizam uma solução global. Como “problemas globais demandam soluções globais”, justifica-se uma ação internacional que só pode ser realizada por um organismo internacional (leia-se ONU e sua Agenda 2030, com apoio de ONGs e fundações internacionais).

Isso mostra o porquê da grande preocupação com a causa ecológica, por exemplo. Antes de uma preocupação real com o meio-ambiente, o motivo do investimento de Soros e de toda a esquerda nessa pauta é nutrir problemas globais que legitimem a ação de agentes internacionais. Isso garante o poder dos organismos internacionais e o enfraquecimento das soberanias. Compare por exemplo, essa “teoria”, com a atitude recente do presidente da França ao tentar fazer com que o G7 resolvesse o problema das queimadas na Amazônia.

O site Carta Maior, ao final do artigo, interpreta que tudo não passa de um plano da CIA para acabar com o socialismo, atrelando isso a outras ações da CIA em Cuba e Venezuela. Essa interpretação é simplista e poderia ser vista como uma estratégia de desinformação para impedir o leitor de ver o real objetivo para o qual a esquerda e os meta-capitalistas estão trabalhando sistematicamente para alcançar, sempre em parceria.

O livro de Bernardin (pág. 46-48) reproduz longa citação do livro do dissidente comunista Vladimir Boukovsky, onde ele explica que a Rússia comunista vinha desde a década de 1970 com seus intelectuais, produzindo análises sociológicas (sigilosas) para aprimorar o seu sistema de poder. O “programa de revisão ideológico” visava transformar o modelo russo em algo mais racional, mas o objetivo e o “resultado político” eram o mesmo: “a manutenção do poder da elite do Partido”.

Boukovsky destaca ainda, citando Novikov, que “muitos jornalistas apresentaram a finada glassnost como significando o fim do marxismo, quando na realdade ela remontava a uma tradição do marxismo europeu abandonada pelos soviéticos desde 1924″ (Vladimir Boukovsky, Jugement à Moscou, op. cit. p. 483. Citado em O Império Ecológico)

Ironicamente, se faltou na magnífica obra “O império ecológico” de Pascal Bernardin, a ligação entre a “queda do regime soviético” e as ações de globalistas como George Soros, foi justamente “O portal da Esquerda: Carta Maior” quem nos ajudou a comprovar essa ligação e afastar de vez qualquer possibilidade de isso ser uma “teoria conspiratória” da direita.

Os milhões de dólares investidos por Soros e outras fundações na pauta ecológica, aborto, gênero, desarmamento, em movimentos de esquerda, nada mais é do que parte da execução do plano muito bem elaborado. A outra ironia para a vida dos esquerdistas é ver que nada mais fazem do que trabalharem para o “grande capital”.

Outro elemento chave nesse processo que materializa o crescente e assustador poder dos organismos internacionais é a Agenda 2030, que contempla toda essa ideologia e legitima, sistematicamente, o poder da ONU sobre todos os países.

sábado, 10 de agosto de 2019

Relação da esquerda/socialismo/comunismo com o tráfico de drogas e com o crime organizado (PT/PCC/CV)

‘O PT tinha diálogo com nóis cabuloso’, diz líder do PCC grampeado, ao atacar Moro

"Uma liderança do PCC interceptada pela Polícia Federal afirmou que a facção tinha um ‘diálogo cabuloso’ com o PT e criticou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio 
Moro.

"https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/o-pt-tinha-dialogo-com-nois-cabuloso-diz-lider-do-pcc-grampeado-ao-atacar-moro/

“PT usou PCC para lavar dinheiro com empresas no Ceará”, afirma Palocci em delação

O ex-ministro Antonio Palocci, em delação premiada afirmou que o partido dos trabalhadores (PT) teria usado por diversas vezes a facção criminosa PCC “Primeiro Comando da Capital” para lavar dinheiro no Brasil, incluindo o Estado do Ceará.

Segundo depoimento de Palocci, o esquema envolveu o uso de propina na compra de vários imóveis, como um luxuoso apartamento em Moema, registrado em nome de uma empresa de Gesmo Siqueira Santos. Seu irmão Gildasio Siqueira Santos, já falecido, foi denunciado pelo MP por integrar esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio de postos de combustíveis. Gildásio foi sócio (e inquilino) de Leonardo Meirelles, também sócio do doleiro Alberto Youssef.

Para quem não se lembra, Meirelles foi preso na primeira fase da Lava Jato por causa do esquema do Labogen, que também levou à prisão o ex-deputado petista André Vargas. Essa parte explosiva da delação de Palocci está em Brasília.

https://web.archive.org/web/20190718114341/https://www.revistaceara.com.br/pt-usou-pcc-para-lavar-dinheiro-com-imoveis-e-postos-no-ceara-afirma-palocci-em-delacao/

PCC atuava com militantes petistas para coagir sem-teto em SP, diz MP

Na denúncia, o promotor cita num único balaio o Movimento de Luta Social pela Moradia (MLSM), o Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC), o Movimento de Moradia do Centro (MMCR), o Movimento Terra de Nossa Gente (TNG) e o Movimento de Moradia para Todos.

O esquema denunciado funcionaria da seguinte forma, segundo Conserino: os movimentos ocupavam os edifícios e cobravam aluguel das vítimas. Caso não pagassem, “perpetravam todo tipo de ameaças e/ou violência para expulsar
o ‘inadimplente’ do edifício”. O PCC auxiliava a liderança neste tipo de pressão.

Além disso, os moradores seriam compelidos “a votar em integrantes do PT, mudar o título eleitoral para o centro de São Paulo, participar de invasões a novos prédios e, por fim, participar de atos em apoio ao ex-presidente Lula e à ex-presidente Dilma”.


PT tenta suspender decreto contra PCC e Comando Vermelho

O PT quer que o STF suspenda o decreto de Michel Temer contra o crime organizado.

No pedido de liminar, os petistas fazem um paralelo entre os narcotraficantes do PCC ou do Comando Vermelho e os grupos de esquerda durante a ditadura militar:

“O decreto revive tempos sombrios (em plena quadra democrática), quando a propósito também de combater criminosos, crime organizado, terroristas, comunistas ou quaisquer rótulos ultrajantes que se utilizou indevidamente e alienadamente, permitiu-se toda sorte de perseguições a pessoas, grupos, movimentos sociais, entidades de defesa de direitos humanos etc., vulnerando até mais não poder direitos fundamentais e conquistas sociais caras à sociedade e ao povo brasileiro”.

https://www.oantagonista.com/brasil/pt-tenta-suspender-decreto-contra-pcc-e-comando-vermelho/

Inquérito apura se há ligação entre PT e PCC

A polícia de São Paulo abriu inquérito para investigar se há ligação entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o PT, após flagrar, por meio de escuta telefônica, presos coordenando os ataques da facção iniciados em maio passado em São Paulo. Nas conversas, os detentos ordenam atentados contra agentes penitenciários e políticos - "qualquer um, menos do PT".
https://congressoemfoco.uol.com.br/especial/noticias/inquerito-apura-se-ha-ligacao-entre-pt-e-pcc/


Ouça e leia: uma gravação em que o PCC deixa claro que é para matar policiais e tucanos e outra em que há a orientação para votar em petista

Desde o primeiro ataque massivo do PCC em São Paulo, espalhou-se a notícia da existência de gravações telefônicas que revelariam uma suposta ligação da máfia dos presídios com políticos do PT. VEJA teve acesso a uma série de diálogos entre membros da organização criminosa, interceptados pela polícia, contendo referências ao PT e ao PSDB. Neles, fica evidente a simpatia do PCC pelo PT, bem como a aversão da organização pelo PSDB.
https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/ouca-e-leia-uma-gravacao-em-que-o-pcc-deixa-claro-que-e-para-matar-policiais-e-tucanos-e-outra-em-que-ha-a-orientacao-para-votar-em-petista/

FARC se solidariza con Lula

Ver:
Hugo Chavez conta como conheceu Lula e Raúl Reyes num encontro do Foro de São Paulo
''As Farc têm todo o tempo do mundo'', diz comandante [Raúl Reyes]

Thieves World: The Threat of the New Global Network of Organized Crime
Claire Sterling



Olavo de Carvalho: "Mostra que, já na primeira metade da década de 90, as várias máfias locais tinham sido todas unificadas no comando da máfia russa. e a máfia russa é o esquema da própria KGB."

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