segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

A dualidade de Putin - Parte 1

por: Ion Mihai Pacepa
FrontPageMagazine.com
05 de Agosto de 2005

Nos últimos quinze anos, a Rússia pós-soviética sofreu de maneira totalmente sem precedentes mudanças positivas. Não estamos mais lidando com um país perigoso, porém ainda estamos lidando com um tipo de "samoderzhaviye", a forma tradicional russa de autocracia rastreável a "Ivan, o Terrível" no século 16, onde um senhor feudal governa o seu país secretamente utilizando a sua polícia política pessoal.

Há alguns meses, o sempre otimista presidente Bush disse à TV russa sobre Vladimir Putin: "Somos amigos e isso é importante." [1] Ao contrário de seu antecessor, Boris Yeltsin, Putin é sempre sóbrio e amigável. Porém Stálin também o era. Segundo o general da KGB Ivan Agayants, o cérebro por trás da Cúpula de Teerã em 1943 e um dos mestres da minha vida passada, Stálin , se empenhou em encantar Franklin D. Roosevelt e gritou de alegria quando este o chamou de tio Joe. "O aleijado agora é meu", alegou Stálin .

Sobre a doença paralítica do Franklin D. Roosevelt

Quando analisa mais profundamente, a magia de Putin deriva de seguir a tradição de governantes russos e soviéticos que se ocultaram por detrás de segredos que só começaram a ser conhecidos depois que eles se foram.

Em março de 1953, enquanto tentava curar uma ressaca numa sauna, Stálin sofreu seu ataque fatal. Hoje, poucos estão dispostos a admitir que o glorificaram, assim como não havia seguidores nazistas na Alemanha após o fim da Segunda Guerra Mundial. Em 1953, no entanto, milhões choraram quando Stálin foi enterrado. Eu mesmo fui um deles. Sirenes tocaram, sinos tocaram, carros tocaram a buzina e o trabalho parou em um terço do mundo. Moscou fazia da manipulação dos símbolos uma arte, mas naquele dia se superou. Sentimos o peso da história em nossos ombros, quando uma era inteira passou ao esquecimento junto com o homem cujo nome era sinônimo de Kremlin por quase três décadas. Levou apenas três anos, no entanto, para Stálin ser denunciado como um açougueiro odioso que havia realizado o maior genocídio da história contemporânea.

Hoje, podemos ter um vislumbre da esposa de Putin e ouvir sobre seu amor pelo karatê através da suas técnicas de auto-controle, mas, no geral, sabemos menos sobre ele do que sobre Stálin no momento de sua morte. Putin parece ainda menos real do que as sucessivas caricaturistas de Stálin . Por que Putin deveria ser tão secreto sobre si mesmo nesta era da Internet em que vivemos? Por um lado, ele passou a maior parte de sua vida como espião e tem secretismo no sangue - ninguém deveria saber o que ele fazia, assim como minha própria filha não sabia nada sobre o meu trabalho real quando eu era chefe de espionagem da Romênia.

Putin também não é um "ideólogo", cujo trabalho e discursos podem ser analisados . Ele não é um criador, mas uma criação. Ele é um produto da KGB, não um Lênin, que construiu a KGB. Ele é um produto do antiamericanismo do Kremlin, não um Stálin, que gerou esse antiamericanismo. Ele também é um produto da proliferação nuclear do Kremlin e do terrorismo antiamericano, e não um Khrushchev, que foi o autor de ambos.

Como General comunista, encontrei com Nikita Khrushchev muitas vezes, tantas vezes sóbrio e tantas vezes bêbado, mas ainda estou tentando descobrir quando ele estava dizendo a verdade e quando estava mentindo. Putin continua esta tradição. Ele se tornou o primeiro líder estrangeiro a expressar tristeza ao presidente Bush pela tragédia de 11 de setembro [2] e a prometer ajuda estratégica e de inteligência à guerra ao terror dos EUA. Isso levou a um aquecimento nas relações americanas com o Kremlin e à admissão honorária da Rússia como parceiro júnior na OTAN. Uma vez formados para conter a expansão soviética, agora os dois ex-inimigos estão "unidos como parceiros, superando 50 anos de divisão e uma década de incerteza", como disse o presidente Bush. [3]

Poucos meses depois, Putin mudou seu país de volta para os clientes tradicionais da União Soviética - precisamente os três governos terroristas nomeados pelo presidente Bush como um "Eixo do Mal". Em março de 2002, Putin começou a ajudar o governo do Irã a se desenvolver. o míssil Shahab-4, que pode carregar ogivas nucleares ou germinativas. [4] Em agosto de 2002, ele concluiu um acordo comercial de US $ 40 bilhões com Saddam Hussein no Iraque. Então, enquanto os EUA se preparavam para lamentar suas vítimas do ataque terrorista do ano anterior, ele jogou o tapete de boas-vindas em Moscou para o desprezível ditador da Coréia do Norte Kim Jong Il, com grandes honras. [5]

É difícil dizer qual destes dois Putins é o real, mas os russos parecem estar encantados com ele exatamente por isto. Eles amam esta estratégia de engano. Gerações de russos se divertiram com o estado glorioso de seu país, e Putin os faz se sentirem espertos novamente. Eles o chamam de "Cardeal Cinzento" por sua capacidade de imitar um cardeal do Vaticano, só que de intrigas nos bastidores. Eles admiram seus olhos azuis gelados como indicativos do tipo forte e silencioso, um homem de verdade, que escolhe suas poucas palavras com muito cuidado.

[1] “Best Way to Fight Terrorism is to Spread Freedom, Bush Tells Russian TV,” BBC Monitoring Former Soviet Union, February 20, 2005, p.1

[2] “Putin offers sympathy and support f US,” Radio Free Europe Newsline, September 12, 2001, Internet edition.

[3] “NATO Welcomes Russia as Junior Partner,” The Associated Press, May 28, 2002, internet edition.

[4] William Safire, “Testing Putin on Iran, The New York Times, May 23, 2002, internet edition.

[5] Ben Shapiro, “Keep an eye on Russia,” Townhall.com, August 23, 2002.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Facção do Rio tem parceria com maior grupo guerrilheiro da América Latina para viabilizar tráfico

A parceria entre guerrilheiros de esquerda e o Comando Vermelho


“O maior grupo guerrilheiro armado da América Latina, o Exército de Libertação Nacional, tem parceria com a maior facção criminosa do Rio de Janeiro, com objetivo de viabilizar o tráfico de drogas e fazer com que cocaína chegue a Manaus”.

A informação, segundo O Globo, foi transmitida pelo comandante do Exército colombiano, general Nicácio Martínez Espinel, ao comandante do Exército brasileiro, general Edson Leal Pujol.

https://www.oantagonista.com/brasil/a-parceria-entre-guerrilheiros-de-esquerda-e-o-comando-vermelho/

Os guerrilheiros de esquerda e a parceria com o Comando Vermelho


Exército de Libertação Nacional, o maior grupo guerrilheiro armado da América Latina, tem parceria com a maior facção criminosa do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho (CV), informa O Globo.

O objetivo entre eles, segundo o jornal, é de viabilizar o tráfico de drogas e fazer com que cocaína chegue a Manaus.

A informação foi transmitida pelo comandante do Exército colombiano, general Nicácio Martínez Espinel, ao comandante do Exército brasileiro, general Edson Leal Pujol.

https://gazetabrasil.com.br/brasil/os-guerrilheiros-de-esquerda-e-a-parceria-com-o-comando-vermelho/

Facção do Rio tem parceria com maior grupo guerrilheiro da América Latina para viabilizar tráfico




BRASÍLIA — O comando do Exército da Colômbia afirma que o maior grupo guerrilheiro armado em atuação na América Latina, o Exército de Libertação Nacional (ELN), tem parceria com a maior facção criminosa do Rio , com objetivo de viabilizar o tráfico de drogas e fazer com que cocaína chegue a Manaus. Além disso, integrantes do ELN têm “presenças esporádicas” no Brasil, com o propósito de controlar atividades ilícitas mantidas pelo grupo de extrema esquerda, segundo o Exército colombiano.

As acusações foram trazidas ao Brasil pelo comandante do Exército, general Nicácio Martínez Espinel , que esteve em Brasília nos últimos dias 8 e 9 de outubro. Ele se encontrou com o comandante do Exército brasileiro, general Edson Leal Pujol, que ofereceu um jantar ao colega de farda.

O GLOBO esteve com Martínez. Em entrevista ao jornal, ele confirmou o teor das acusações trazidas. O general colombiano não quis dizer se os relatos foram repassados ao comandante brasileiro. O Exército do Brasil se recusou a responder aos questionamentos da reportagem sobre os assuntos tratados entre os dois comandantes.

— O centro de gravidade dos grupos armados na Colômbia é o narcotráfico. O narcotráfico une esses grupos com outros grupos criminosos, como a facção no Brasil e alguns narcotraficantes mexicanos. Há pessoas que, em troca de armas e de dinheiro, levam ou trazem cocaína — disse à reportagem o comandante colombiano.

O ELN é um grupo armado de extrema esquerda, que recorre ao narcotráfico e à mineração ilegal para financiar suas atividades. Depois do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, o ELN ocupou vácuos deixados pelas Farc, com forte presença na Venezuela.

O próprio acordo, porém, está sob risco, diante de mudanças de entendimento do governo de Juan Manuel Santos para o governo de Duque, além das fraturas dentro das próprias Farc — uma parte da guerrilha não aderiu à ideia de conversão em partido político e anunciou o retorno às armas, inclusive em parcerias com o ELN.

Uma reportagem publicada pelo GLOBO em 1º de setembro revelou detalhes sobre a atuação do ELN a 250 quilômetros da fronteira com o Brasil, no estado venezuelano de Bolívar, colado a Roraima. Guerrilheiros exploram e controlam a extração de ouro ilegal em cidades como Las Claritas, El Callao, Tumeremo e El Dorado. Parte desse ouro — ou dos dividendos a partir de um mercado negro do minério ainda na Venezuela — ingressa em Roraima e movimenta a economia local.

O Exército da Colômbia vai além e diz que está em curso uma parceria do ELN com a maior facção criminosa do Rio, que também tem forte atuação no Norte, com o controle de presídios da região. Até agosto deste ano, fontes da Polícia Federal (PF) relatavam que as investigações em curso e as operações já deflagradas não constataram relações entre traficantes brasileiros e integrantes da guerrilha.

Parceria no tráfico


Segundo o comando do Exército da Colômbia, o ELN tem parceria com a facção criminosa brasileira para transporte e venda de cocaína em Manaus. Os guerrilheiros estariam originalmente no estado colombiano do Amazonas, que faz fronteira com o estado brasileiro do Amazonas. O Exército afirma que a região onde eles estão é a de La Pedrera, próxima à fronteira com o Brasil.

Um outro grupo armado organizado, Los Caqueteños, utiliza no Brasil o Rio Solimões para dar vazão ao tráfico de cocaína, ainda conforme o comando militar colombiano. A área seria a da fronteira Leticia (Colômbia) — Tabatinga (Brasil). O grupo tem conexão com uma segunda facção criminosa brasileira, nascida na região Norte, segundo as autoridades colombianas.

Ainda conforme o Exército da Colômbia, o Brasil é destino de ouro ilegal extraído na fronteira. Ex-guerrilheiros do ELN teriam relatado ao Exército que facções criminosas brasileiras pagam em barras de ouro pela droga adquirida. A cocaína sai da Colômbia, entra na Venezuela e vai para Manaus, segundo o comando militar colombiano, que diz ainda que uma frente do ELN, a de Guerra Oriental, tem presenças “esporádicas” no Brasil. A criação de uma nova frente de guerra estaria em curso na área de fronteira entre Brasil e Colômbia.

— Eles usam a fronteira e sabem usar as leis quando lhes são convenientes. É fácil passar pela fronteira com o Brasil e com a Venezuela, de um lado a outro. Os rios permitem o envio de cocaína e maconha, com destino final até Europa, África — afirmou o general Martínez.

O comandante colombiano resumiu assim o encontro com o comandante do Exército do Brasil:

— Tenho uma grande amizade com general Pujol. Falamos sobre várias coisas importantes sobre a fronteira da Colômbia com o Brasil e alguns temas dos nossos Exércitos. E falamos de inteligência com seu Estado-Maior.

O Exército do Brasil se recusou a responder aos questionamentos do GLOBO sobre o que foi tratado no encontro entre os dois comandantes e sobre a importância que dá às acusações do general colombiano. O Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx) afirmou que a visita foi “protocolar”.




Para mais relações da Esquerda com o Narcotráfico


terça-feira, 17 de setembro de 2019

União entre comunistas da URSS e George Soros


Original:
https://www.estudosnacionais.com/ciencia-politica/portal-da-esquerda-confirma-uniao-de-comunistas-da-urss-e-george-soros/

Certamente muitas pessoas da esquerda diriam que o livro “O império ecológico” de Pascal Bernardin estaria criado uma teoria conspiratória surreal (e de direita), ao afirmar que Mikhail Gorbatchov teria propositalmente colaborado para dissolução da União Soviética, e embarcado em planos de uma nova ordem mundial visando exercer o poder de uma forma global usando de engenharia social e da conquista gradual de poder por meio de organismos internacionais como as Nações Unidas e outros.

Mas, eis que em 16 de setembro de 2019 o site “Carta Maior – O Portal da Esquerda“, publica um artigo que confirma tudo isso e muito mais. Trata-se do artigo Gorbatchov confessa: ”o objetivo da minha vida foi a aniquilação do comunismo'”

Apesar do forte viés de esquerda presente no texto e alguns vieses, o artigo publicado pelo site de esquerda confirma boa parte das análises do livro O Império Ecológico. Mas ele ainda vai além, citando recentes documentos com sigilo quebrado pela CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos), onde explica que o magnata George Soros estava ajudando Mikhail Gorbatchov em todo o processo.

Segundo o artigo, Soros “proporcionou a cobertura econômica ao governo de Gorbatchov, durante o ano de 1987, através de uma ONG ligada à CIA, conhecida como Instituto de Estados de Segurança Leste-Oeste” (IEWSS, sigla em inglês.

Confirmando outros pontos da análise do livro O Império Ecológico, o artigo diz ainda que Soros colaborou com a difusão dos termos “Perestroika” (abertura) e “Glassnost” (transparência), “para o projeto de aceleração do desmantelamento da União Soviética”.

O site de esquerda parece ver nessa manobra algo contra o socialismo e comunismo, mas aí que está o seu erro. Por outro lado, concordo com o artigo quando eles interpretam que esses fatos provam que a queda do regime tenha não foi um ato “espontâneo e democratizante” de Gorbatchov.

De fato, como demonstra o livro de Pascal Bernardin, tudo não passou de uma mudança de estratégia que abandonou o sistema opressivo do comunismo russo, para adotar métodos “não-aversivo” de conquista do poder global. Era preciso abandonar o modelo aversivo da União Soviética, que estava causando muita perda de energia em conflitos, e caracterizava a Rússia como “o grande inimigo”. Por isso, o “grande inimigo” foi sacrificado, para dar a ideia de que “a ameaça acabou”.

Mas, os esquerdistas do site Carta Maior veem nisso tudo um “golpe” contra a Federação Russa. O que houve na verdade, foi a união entre a esquerda e os globalistas por um projeto de poder muito mais amplo.

No livro O Império Ecológico o escritor Pascal Bernardin analisa em detalhes as obras de Gorbatchov, com trechos que vale a pena serem citados aqui e que sintetizam o modo de operação da esquerda atual, financiada por George Soros, Fundação Ford, Bill e Melinda Gates e outros meta-capitalistas.

Dizia Gorbatchov: “…o novo modo de pensamento político considera a solução dos outros problemas globais, aí compreendidos o do desenvolvimento econômico e da ecologia“.

E continua: “isso se aplica não apenas ao desarmamento, a desmilitarização das atitudes mentais e da sociedade mesma, mas também às preocupações gerais pela humanidade, tais como os riscos ecológicos, o futuro dos recursos energéticos, a política sanitária, a educação, a alimentação, o crescimento demográfico, a agressão midiática e assim por diante (M. Gorbatchv, Perestroïka, p. 205, citado em Bernardin, O Império Ecológico, p. 71), grifo nosso.

Pergunto: Não são esses os elementos contidos em toda a Agenda 2030 e presentes em todas as ações da ONU desde a década de 1990? As ideias globalistas mostram-se todas presentes nos escritos de Gorbatchov, e agora sabemos que Soros o estava financiando. E da mesma forma, Soros continua financiando as ONGs de esquerda hoje.

Bernardin explica ainda que a defesa de uma “ecologização da política” e a criação de um “novo sistema de valores” era defendido pelos comunistas que estavam por abandonar o sistema aversivo soviético. Para eles “o sistema de valores ocidental (e, ainda, cristão)” era “cada vez mais anacrônico”. Neste sentido, propunham que no novo sistema de valores onde as “atitudes individuais com relação à natureza deve tornar-se um dos principais critérios que assegurem a moralidade“, não bastando dizer “não matarás”, mas sim, criando uma união entre uma cultura ecológica e a religião. Sobre esse último elemento, vale destacar que a maioria dos que defendiam (e ainda defendem), são ateus.

Bernardin demonstra como Gorbatchov já estava preocupado com a ideia de criação de “problemas globais”, ou seja, problemas que sejam uma preocupação de todos os países. Os problemas globais podem ser reais ou irreais, mas devem existir sempre pois viabilizam uma solução global. Como “problemas globais demandam soluções globais”, justifica-se uma ação internacional que só pode ser realizada por um organismo internacional (leia-se ONU e sua Agenda 2030, com apoio de ONGs e fundações internacionais).

Isso mostra o porquê da grande preocupação com a causa ecológica, por exemplo. Antes de uma preocupação real com o meio-ambiente, o motivo do investimento de Soros e de toda a esquerda nessa pauta é nutrir problemas globais que legitimem a ação de agentes internacionais. Isso garante o poder dos organismos internacionais e o enfraquecimento das soberanias. Compare por exemplo, essa “teoria”, com a atitude recente do presidente da França ao tentar fazer com que o G7 resolvesse o problema das queimadas na Amazônia.

O site Carta Maior, ao final do artigo, interpreta que tudo não passa de um plano da CIA para acabar com o socialismo, atrelando isso a outras ações da CIA em Cuba e Venezuela. Essa interpretação é simplista e poderia ser vista como uma estratégia de desinformação para impedir o leitor de ver o real objetivo para o qual a esquerda e os meta-capitalistas estão trabalhando sistematicamente para alcançar, sempre em parceria.

O livro de Bernardin (pág. 46-48) reproduz longa citação do livro do dissidente comunista Vladimir Boukovsky, onde ele explica que a Rússia comunista vinha desde a década de 1970 com seus intelectuais, produzindo análises sociológicas (sigilosas) para aprimorar o seu sistema de poder. O “programa de revisão ideológico” visava transformar o modelo russo em algo mais racional, mas o objetivo e o “resultado político” eram o mesmo: “a manutenção do poder da elite do Partido”.

Boukovsky destaca ainda, citando Novikov, que “muitos jornalistas apresentaram a finada glassnost como significando o fim do marxismo, quando na realdade ela remontava a uma tradição do marxismo europeu abandonada pelos soviéticos desde 1924″ (Vladimir Boukovsky, Jugement à Moscou, op. cit. p. 483. Citado em O Império Ecológico)

Ironicamente, se faltou na magnífica obra “O império ecológico” de Pascal Bernardin, a ligação entre a “queda do regime soviético” e as ações de globalistas como George Soros, foi justamente “O portal da Esquerda: Carta Maior” quem nos ajudou a comprovar essa ligação e afastar de vez qualquer possibilidade de isso ser uma “teoria conspiratória” da direita.

Os milhões de dólares investidos por Soros e outras fundações na pauta ecológica, aborto, gênero, desarmamento, em movimentos de esquerda, nada mais é do que parte da execução do plano muito bem elaborado. A outra ironia para a vida dos esquerdistas é ver que nada mais fazem do que trabalharem para o “grande capital”.

Outro elemento chave nesse processo que materializa o crescente e assustador poder dos organismos internacionais é a Agenda 2030, que contempla toda essa ideologia e legitima, sistematicamente, o poder da ONU sobre todos os países.

sábado, 10 de agosto de 2019

Relação da esquerda/socialismo/comunismo com o tráfico de drogas e com o crime organizado (PT/PCC/CV)

‘O PT tinha diálogo com nóis cabuloso’, diz líder do PCC grampeado, ao atacar Moro

"Uma liderança do PCC interceptada pela Polícia Federal afirmou que a facção tinha um ‘diálogo cabuloso’ com o PT e criticou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio 
Moro.

"https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/o-pt-tinha-dialogo-com-nois-cabuloso-diz-lider-do-pcc-grampeado-ao-atacar-moro/

“PT usou PCC para lavar dinheiro com empresas no Ceará”, afirma Palocci em delação

O ex-ministro Antonio Palocci, em delação premiada afirmou que o partido dos trabalhadores (PT) teria usado por diversas vezes a facção criminosa PCC “Primeiro Comando da Capital” para lavar dinheiro no Brasil, incluindo o Estado do Ceará.

Segundo depoimento de Palocci, o esquema envolveu o uso de propina na compra de vários imóveis, como um luxuoso apartamento em Moema, registrado em nome de uma empresa de Gesmo Siqueira Santos. Seu irmão Gildasio Siqueira Santos, já falecido, foi denunciado pelo MP por integrar esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio de postos de combustíveis. Gildásio foi sócio (e inquilino) de Leonardo Meirelles, também sócio do doleiro Alberto Youssef.

Para quem não se lembra, Meirelles foi preso na primeira fase da Lava Jato por causa do esquema do Labogen, que também levou à prisão o ex-deputado petista André Vargas. Essa parte explosiva da delação de Palocci está em Brasília.

https://web.archive.org/web/20190718114341/https://www.revistaceara.com.br/pt-usou-pcc-para-lavar-dinheiro-com-imoveis-e-postos-no-ceara-afirma-palocci-em-delacao/

PCC atuava com militantes petistas para coagir sem-teto em SP, diz MP

Na denúncia, o promotor cita num único balaio o Movimento de Luta Social pela Moradia (MLSM), o Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC), o Movimento de Moradia do Centro (MMCR), o Movimento Terra de Nossa Gente (TNG) e o Movimento de Moradia para Todos.

O esquema denunciado funcionaria da seguinte forma, segundo Conserino: os movimentos ocupavam os edifícios e cobravam aluguel das vítimas. Caso não pagassem, “perpetravam todo tipo de ameaças e/ou violência para expulsar
o ‘inadimplente’ do edifício”. O PCC auxiliava a liderança neste tipo de pressão.

Além disso, os moradores seriam compelidos “a votar em integrantes do PT, mudar o título eleitoral para o centro de São Paulo, participar de invasões a novos prédios e, por fim, participar de atos em apoio ao ex-presidente Lula e à ex-presidente Dilma”.


PT tenta suspender decreto contra PCC e Comando Vermelho

O PT quer que o STF suspenda o decreto de Michel Temer contra o crime organizado.

No pedido de liminar, os petistas fazem um paralelo entre os narcotraficantes do PCC ou do Comando Vermelho e os grupos de esquerda durante a ditadura militar:

“O decreto revive tempos sombrios (em plena quadra democrática), quando a propósito também de combater criminosos, crime organizado, terroristas, comunistas ou quaisquer rótulos ultrajantes que se utilizou indevidamente e alienadamente, permitiu-se toda sorte de perseguições a pessoas, grupos, movimentos sociais, entidades de defesa de direitos humanos etc., vulnerando até mais não poder direitos fundamentais e conquistas sociais caras à sociedade e ao povo brasileiro”.

https://www.oantagonista.com/brasil/pt-tenta-suspender-decreto-contra-pcc-e-comando-vermelho/

Inquérito apura se há ligação entre PT e PCC

A polícia de São Paulo abriu inquérito para investigar se há ligação entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o PT, após flagrar, por meio de escuta telefônica, presos coordenando os ataques da facção iniciados em maio passado em São Paulo. Nas conversas, os detentos ordenam atentados contra agentes penitenciários e políticos - "qualquer um, menos do PT".
https://congressoemfoco.uol.com.br/especial/noticias/inquerito-apura-se-ha-ligacao-entre-pt-e-pcc/


Ouça e leia: uma gravação em que o PCC deixa claro que é para matar policiais e tucanos e outra em que há a orientação para votar em petista

Desde o primeiro ataque massivo do PCC em São Paulo, espalhou-se a notícia da existência de gravações telefônicas que revelariam uma suposta ligação da máfia dos presídios com políticos do PT. VEJA teve acesso a uma série de diálogos entre membros da organização criminosa, interceptados pela polícia, contendo referências ao PT e ao PSDB. Neles, fica evidente a simpatia do PCC pelo PT, bem como a aversão da organização pelo PSDB.
https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/ouca-e-leia-uma-gravacao-em-que-o-pcc-deixa-claro-que-e-para-matar-policiais-e-tucanos-e-outra-em-que-ha-a-orientacao-para-votar-em-petista/

FARC se solidariza con Lula

Ver:
Hugo Chavez conta como conheceu Lula e Raúl Reyes num encontro do Foro de São Paulo
''As Farc têm todo o tempo do mundo'', diz comandante [Raúl Reyes]

Thieves World: The Threat of the New Global Network of Organized Crime
Claire Sterling



Olavo de Carvalho: "Mostra que, já na primeira metade da década de 90, as várias máfias locais tinham sido todas unificadas no comando da máfia russa. e a máfia russa é o esquema da própria KGB."

Ver mais:

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Desertor revela livro de segredos Soviéticos (Obituário do Vasili Mitrokhin)

Original:
https://arlindo-correia.com/061205.html

Desertor revela livro de segredos Soviéticos (Obituário do Vasili Mitrokhin)
25 de fevereiro de 2004
Vasili Mitrokhin, arquivista da KGB, 1922-2004

Vasili Mitrokhin, que faleceu nesta semana aos 81 anos, foi o arquivista da KGB cuja deserção para o Reino Unido em 1992 revelou verdadeiro tesouro de segredos Soviéticos para o Ocidente.

Vasili Mitrokhin.jpg Rare & Secondhand Books, Rare & Used Textbooks, Rare & Out ...


Os arquivos do Mitrokhin são na verdade um gigantesco conjunto de material cuidadosamente selecionado entre centenas de milhares de arquivos ultra-secretos da KGB. Estes foram laboriosamente copiados ao longos de 12 anos e devidamente escondidos dentro de latas e de caixas de leite e escondidos em baixo da casa de Mitrokhin na Rússia. Estas cópias possuem detalhados relatórios de todas as operações que a KGB montou desde seu primeiro dia em 1917 até a aposentadoria do Mitrokhin em 1984, e demostram a extensão e o sucesso da KGB em se infiltrar no Ocidente, além de como ela oprimia o povo Russo.

Entre outras revelações, as cópias revelam como mais da metade das armas Soviéticas foram feitas a partir de documentos roubados dos Estados Unidos; como a KGB grampeou o telefone de vários oficiais Americanos, por exemplo Henry Kissinger; e como possuía espiões em praticamente todos os grandes fornecedores de suprimentos para os exércitos de todos os grandes países do Ocidente.

Na França, os arquivos mostram que pelo menos 35 políticos importantes de algum modo trabalharam para a KGB durante a Guerra Fria. Na Alemanha, mostram que a KGB infiltrou todos os grandes partidos políticos, o judiciário e a polícia.

Também são fascinantes a profundidade dos planos que eram preparados para desacreditar aqueles que os Russos consideravam inimigos ideológicos. Havia um plano para quebrar as pernas do bailarino Rudolf Nureyev, que havia desertado para o Ocidente em 1961; numa outra ocasião haviam 18 agentes da KGB em operação nas Filipinas com instruções de garantir que o Campeão de Xadrez Soviético, Anatoly Karpov, não seria derrotado pelo desertor Victor Korchnoi no campeonato mundial. Um dos métodos incluía a utilização de um hipnotizador na primeira fileira da audiência, que tinha como função atrapalhar Korchnoi durante as partidas.

No dia 11 de Setembro de 1999, o arquivo de repente se tornou notícia logo após a publicação do livro "O Arquivo de Mitrokhin ", escrito em conjunto com o historiador Christopher Andrew. As revelações que mais chamaram a atenção da mídia não foram tanto as revelações sobre as operações da KGB contra a OTAN ou as repressões contra dissidentes dentro da União Soviética, mas sim as histórias sobre espiões Soviéticos dentro do Reino Unido. O mais famoso foi o caso da Melita Norwood, uma bisavó de 87 anos, nascida em Bexleyheath (Londres) que ficou conhecida como a "espiã que nasceu da Coop", marcada como a mais antiga espiã da KGB no Reino Unido.

KGB Defector Vasili Mitrokhin's Newly-Released Archive Reveals Cold War Secrets of 'Grandmother Spy' Melita Norwood's quotes, famous and not much - QuotationOf . COM

A aquisição do arquivo do Mitrokhin foi na verdade um grande golpe nos serviços de inteligência Britânicos, que acertadamente reconheceram o valor do material, que havia sido totalmente ignorado pelos Americanos. Porém as revelações se mostraram uma total vergonha para as autoridades já que a identidade dos espiões era conhecida por eles desde de 1992 (durante 7 anos), quando o arquivo foi manuseado pelas autoridades, porém nenhuma ação real foi tomada.

Os reais motivos da deserção do Mitrokhin foram assuntos de muitos debates. Ele não desertou por causa do dinheiro e nem estava sofrendo chantagem; ele também não aparentava estar gostando da sua nova vida no Ocidente. Alguns especulam que ele estava amargurado depois de ter sido rebaixado das suas obrigações operacionais para os arquivos da KGB. Porem o mais provável mesmo seja a explicação que ele mesmo deu: o comunismo Soviético foi um mal e deve ser combatido.

Ao disponibilizar o seu arquivo, a única condição que ele impôs foi que o seu trabalho deveria ser feito público como um registro para o povo Russo e como um aviso para as gerações futuras.

Filho de um decorador, Vasili Nikitich Mitrokhin nasceu em Yurasovo, área rural em Rayazan uma província Russa. Entrou para a escola de artilharia, depois frequentou a universidade no Cazaquistão, graduando em História e Direito. Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, aceitou um emprego num escritório da Procuradoria Militar na cidade de Kharkov na Ucrânia. Sendo ainda um comunista idealista, Mitrokhin entrou para a Academia de Alta Diplomacia em Moscou e, em 1948 foi recrutado pela KI (Comitê de Informação), o serviço de inteligência sobre o exterior da União Soviética que mais tarde seria absorvido na criação da KGB em 1954.

Durante o ano de 1950, ele serviu em vários operações secretas em outros países. Em 1956, por exemplo, ele acompanhou o time soviético nos jogos olímpicos na Austrália. Porém mais para o fim do ano, como castigo após cometer uma falha em uma das suas tarefas, ele foi rebaixado da frente operacional para os arquivos da KGB; onde foi informado que nunca mais trabalharia em campo novamente.

Mitrokhin, algumas vezes, data o início da sua desilusão com a União Soviética nos famosos discursos de Khrushchev para o congresso do partido comunista, onde ele denuncia os crimes de Stálin. Porém, aparentemente as suas dúvidas começaram um pouco antes. Por diversos diversos anos ele ouvia os relatórios sobre a União Soviética da BBC e da "A Voz da América", percebendo o abismo entre estes relatórios e a propaganda oficial do partido. Além disto quando ele começou a ler os arquivos da KGB, diz ter ficado completamente chocado pelo que descobriu sobre a repressão do povo Russo pela KGB. "Eu não poderia acreditar no tamanho da maldade", ele lembra. "Tudo era completamente planejado, preparado e pensado de antemão. Foi um choque terrível quando eu li aquelas coisas".

Quando, em 1972, os arquivos foram movidos de Lubyanka para Moscou, o local do novo repositório, no subúrbio da cidade, Mitrokhin viu ali a sua chance. Recebeu então a responsabilidade de checar e selar todos os 300.000 arquivos. Foi quando ele começou a fazer as cópias dos documentos, que foram traficadas do prédio dentro de seus sapatos, calças ou até mesmo dos seus casacos. Se tivesse sido pego, com certeza teria sido executado.

Mitrokhin continuou suas atividades clandestinas por 12 anos até a sua aposentadoria em 1984, quando seu chefe, Vladimir Kryuchkov, o parabenizou pelo total sucesso em transferir os arquivos e o seu "Impecável serviço para as autoridades da Segurança do Estado".
Já aposentado, Mitrokhin apenas observava e esperava uma chance de sair do país. Oportunidade que veio apenas quando a União Soviética caiu. Em 1992, ele recebeu permissão para tirar férias na Latvia. Levando consigo uma pequena amostra dos seus arquivos, ele foi diretamente à Embaixada Americana em Riga e ali pediu a sua deserção. Os oficiais da CIA na embaixada, entulhados de pedidos de asilo de Russos fugindo da quebrada União Soviética, não mostraram nenhum interesse. A principal razão foi que Mitrokhin não era um espião, apenas um bibliotecário, e os documentos escritos à mão provavelmente eram falsos.

Mitrokhin então tentou a Embaixada Britânica, que reconheceu a sua importância e fez todos os arranjos necessários para removê-lo do país. Fato que foi inicialmente dificultado pela necessidade de recuperar o restante dos arquivos, ainda enterrados debaixo da casa de Mitrokhin. O plano de recuperação acabou envolvendo seis agentes da MI6, todos vestidos como operários, que desenterraram mais ou menos seis baús, material que foi depois transportado por uma van. No dia 7 de setembro de 1992, Mitrokhin, sua família e seus arquivos chegaram ao Reino Unido.

A operação da MI6 foi tão bem sucedida, que por algum tempo, as autoridades Russas sequer sabiam o que tinha acontecido. Logo após a divulgação tentaram de maneira desajeitada desacreditar os arquivos. Por exemplo, enviando dois falsos desertores para as agências de inteligência do Ocidente, que diziam que a sucessora da KGB, a SVR, na verdade tinha iniciado uma massiva limpeza de agentes aposentados e que tinha escolhido Mitrokhin para transmitir esses relatórios para o Ocidente.

Porém, já estava bastante claro que o material Mitrokhin era valioso demais para que a SVR tenha optado por deliberadamente liberá-los e que os desertores fossem na verdade implantados pelos Russos.

A publicação do "Os Arquivos Mitrokhin" em 1999 foi seguida por outras publicações, incluindo em 2002 o "Léxico da KGB" pelo próprio Mitrokhin.

KGB Lexicon : Vasili Mitrokhin : 9780714682358

Os arquivos de Mitrokhin desencadearam algumas demissões, prisões, e vários processos ao redor do mundo, Apesar de que ainda acreditamos que existam mais ou menos de 300 agentes soviéticos apenas no Reino Unido e na América, agentes que ainda não foram totalmente identificados em público.

Hoje o trabalho de Mitrokhin é continuado pelo seu filho.

domingo, 14 de abril de 2019

Reunião do Republicano John McCain e do General Pinochet em 1986


Original:
https://file.wikileaks.org/file/mccain-pinochet-1986.pdf

"Membro do congresso John McCain numa reunião com o presidente Pinochet discutiu os perigos do Comunismo, um assunto pelo qual o Presidente parece obcecado. O Presidente descreveu também a recente história do Chile e a luta contra o Comunismo. e mostrou particular orgulho de que a ameaça Comunista foi totalmente eliminada no Chile. O Presidente também estressou que sempre estiveram sozinhos e reclamou da política exterior dos EUA que os deixou paralisados.

Del Valle, Ministro do Exterior Chileno, fez uma intervenção acalorada sobre a inabilidade dos EUA de entenderem a situação Chilena e como os EUA falharam em ajudar o Chile na luta contra a expansão Comunista.

Merino, funcionário do gabinete Chileno, comentou que as eleições de 1989 seriam livres e que a Junta Militar não apoiaria Pinochet, caso ele se candidatasse."

Original:



"Congressman John Mccain, [...] meeting with the President [Pinochet] [...] was discussing the dangers of Communism, a subject about which the President seems obsessed. The President described Chile's recent history in the fight against Communism, and displayed considerable pride in the fact that the Communist menace had been defeated in Chile. The President stressed that Chile had stood alone in this battle, and complained that United Staes foreign Policy had left them stranded."


"Congressman McCain [...] noted that Pinochet does seem obsessed with the threat of Communism. Del Valle [..] made rather heated remark about the inability of the USA to understand the Chilean situation, and our failure to support Chile in the fight against Communist expansion.

Well-known views on the importance of Chile in the battle to keep the sea lanes open, and the attempts by the Russians to gain a foot hold in the area. According to the congressman, wa Merino's statement that he and other members of the junta had recently told Pinochet that he should not expect any support from the junta if he should decide to be a candidate for presidente in 1989. Merino added that the 1989 elections would be a free and open..."


"choice between various candidates. He described the portion of the constitution calling for a single candidate plesbicite as being ridiculous and unsopportable. In response to the Congressman's question if Pinochet migh bt one of the presidential candidates in 1989, Merino stated that this would not be the case."