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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Bella Dodd e a infiltração Comunista de homossexuais na Igreja Católica a mando do Stalin

Stalin, logo depois de chegar ao poder, ordenou que seus camaradas invadissem os seminários católicos ... com jovens que não tinham fé nem moral. Segundo Dodd, ele instruiu especificamente que os rapazes devessem ser no mínimo imorais e preferencialmente homossexuais.

Original:
https://www.churchmilitant.com/video/episode/vortex-the-church-has-been-infiltrated




A IGREJA FOI INFILTRADA: E está perto de ser derrubada.


Enquanto a Igreja na América continua o seu caminho à ruína, surgem discussões em alguns setores sobre os repetidos relatos de como tudo isso começou; sobre tudo se foi uma conspiração comunista dos anos 1920 que infiltrou jovens agentes comunistas nos seminários católicos.

Todos estes relatos apontam para uma mulher, a ex-membro do Partido Comunista Bella Dodd, que contou esta história a diversas pessoas: pouco depois de chegar ao poder na União Soviética, Joseph Stalin ordenou que todos os partidos comunistas se infiltrassem na Igreja Católica .

Communists Secretly Infiltrated
Roman Catholic Church Seminaries!

Catholic abuse crisis is likely no accident, 
but a strategy to ‘destroy Church from within’

Segundo Dodd, ele instruiu especificamente que os rapazes devessem ser no mínimo imorais e preferencialmente homossexuais.

Foi exatamente isso que a estimada Alice von Hildebrand disse à Church Militant há três anos em uma entrevista exclusiva.

Alice von Hildebrand
Bella Dodd Recruited 1,100 Communists 
to Enter Catholic Seminaries

Dodd havia se convertido à fé devido ao Bispo Fulton Sheen e tornou-se amiga confidente da família von Hildebrands. Numa tarde em sua casa em Nova York, quando Deitrich von Hildebrand lamentava o estado das coisas na Igreja, Dodd explicou como tudo havia começado. Diz Alice von Hildebrand:

Stalin, logo depois de chegar ao poder, ordenou que seus camaradas invadissem os seminários católicos ... com jovens que não tinham fé nem moral. Agora ... os casos ideais: homossexual. Obviamente, você não supõe que alguém ... bem, é muito mais complicado, você sabe, ter um caso com uma mulher. Mas se você é homossexual, e então foi uma missão trágica .... [Dodd] declarou publicamente - repito publicamente - que, durante os 20 anos de atividades dos comunistas, ela recrutou cerca de 1.100 jovens.

Portanto, ainda há um debate sobre se a história de Dodd é verdadeira ou não - e, francamente, não há como substanciá-la. O que se sabe é que ela repetiu esta história a um grande número de pessoas; inclusive, um casal do Texas até assinou uma declaração juramentada que o "Church Militant" recebeu, testemunhando o que a Bella Dodd lhes contou.

Além disso, como você acabou de ouvir, Bella Dodd  também contou aos von Hildebrands, e outras pessoas também vieram a público confirmar que ela as transmitiu a mesma informação. Portanto, não há dúvida de que ela alegou que tudo isso era verdade. O que está sendo debatido é se a afirmação dela é verdadeira.

Como dissemos, não há mais como ela provar suas afirmações, ainda mais depois de tantos anos da atividade relatada. Contudo, o que podemos fazer é olhar para o estado atual da Igreja e perguntar: a história tem pelo menos alguma chance de ser verdade? A resposta para esta pergunta é um retumbante sim.

E é sim, porque é um fato simples e inegável que as idéias marxistas e comunistas tornaram-se comuns na Igreja, especialmente entre o clero e a hierarquia - especialmente neste pontificado, do Papa Francisco.

Os comunistas se infiltraram na Igreja? Absolutamente, sem sombras de dúvidas. Começou com Bella Dodd e suas atividades subversivas? A resposta a essa pergunta neste momento não nos importa mais, além de curiosidade histórica.

O "Church Militant" tomou conhecimento e relatou exclusivamente, no início deste ano de 2019, que, logo após a Segunda Guerra Mundial, os soviéticos estabeleceram uma rede de centros de doutrinação - mais de 30 no total, em toda a Europa.

Além disso nos comunicamos com um ex-agente comunista da Polônia, que foi um dos instrumentos no estabelecimento destes centros. Um destes, ficava na cidade de São Galo na Suíça, no mesmo local que o corrupto e já falecido, Cardeal Danneels disse que a conspiração para eleger Jorge Bergoglio para o papado foi traçada há muitos anos.

VATICAN SEX SUMMIT REPORT: DAY ONE

Cardinal Danneels admits being 
part of clerical ‘Mafia’ that
 plotted Francis’ election

The Anti-Benedict Conspiracy

São Galo também é o lugar onde Cardeal Theodore McCarrick viajou pela primeira vez na sua juventude e não apenas morou por um ano, mas também retornou ano após ano durante décadas.

Foi McCarrick, o potencial agente comunista, ressuscitado por esse papa socialista, que fez o acordo entre a China comunista e o Vaticano que trouxe tanta miséria aos Católicos Chineses.

Man Says Cardinal McCarrick, His ‘Uncle Ted,’
 Sexually Abused Him for Years

CARDINAL MCCARRICK CONFESSES THAT 
HE WAS LOBBIED TO SUPPORT 
CARDINAL BERGOGLIO

An American Cardinal Who Works to Help the World

Archbishop McCarrick’s unofficial role in Vatican-China relations

A Teologia da Libertação - a abordagem maligna da Cristologia condenada explicitamente pelo Papa João Paulo II e que agora está voltando aos palcos sob este pontificado - soubemos que a Teologia da Libertação foi plantada na América do Sul por agentes da KGB especificamente para minar a Igreja Católica.

INSTRUCTION ON CERTAIN ASPECTS OF THE 
"THEOLOGY OF LIBERATION"

Ex-espião Soviético diz "Nós criamos a Teologia da Libertação"

Quase para um homem, toda a ordem jesuíta se converteu em uma ou outra forma de marxismo, e fiel à forma marxista, está usando sua vasta rede de mais de 300 faculdades e universidades para envenenar mentes jovens e produzir jovens socialistas.

The Pope’s Marxist Head of the Jesuits

The Jesuits
The Society of Jesus and the 
Betrayal of the Roman Catholic Church

O fundador do Partido Comunista Italiano, Antonio Gramsci, disse especificamente que, para os ideais de Marx se espalharem pelo mundo, a Igreja Católica teria que ser destruída.

Further Selections from the Prison Notebooks

Agora ouvimos do Vaticano ataques quase ininterruptos contra Americanos politicamente conservadores e teologicamente ortodoxos, acusando-nos de ser capitalistas gananciosos, racistas, xenófobos, culpados pelo Aquecimento Global, odiadores de imigrantes - o Papa Francisco chegou ao ponto de dizer recentemente que congratula-se com os ataques dos [setores mais conservadores da igreja] Americana.

Pope Francis to journalist: 
‘I am honored that the Americans attack me.’
https://www.americamagazine.org/faith/2019/09/04/pope-francis-journalist-i-am-honored-americans-attack-me

Infelizmente, a política atual do Vaticano é repetida quase diariamente nos EUA por bispos covardes, de mente fraca, que continuam a prestigiar os pontos do Partido Democrata, que está agora passando pelas dores da conversão em um partido socialista - uma conversão incompleta, porém quase finalizada.

É por isso que os debates Democratas até agora têm sido tão barulhentos, à medida que o grupo socialista mais jovem está assumindo cada vez mais controle, e a velha guarda, como Joe Biden, está lutando ferozmente entre si.

Muitos bispos dos EUA estão em sintonia com os socialistas Democratas, e os bispos e os Democratas são fortemente influenciados por uma mistura de idéias marxistas, socialistas e comunistas - o que nos leva de volta ao centro da questão, Bella Dodd.

Bella admitiu colocar agentes do Partido Comunista Americano - 1.100 no total - em seminários católicos, começando em meados do final da década de 1920 e continuando por aproximadamente 10 anos.

Quase cem anos após a atividade relatada, o que temos?

Uma hierarquia altamente corrupta e imoral, com profundo envolvimento no mundo homossexual, destruindo ativa e passivamente os dogmas da Igreja, corroendo a fé e quase tudo que seja Católico, semeando dúvidas e confusão, abraçando calorosamente a política socialista em um grande número de questões, fechando acordos com governos Comunistas que resultam em horrores para os Católicos nesses países, sentados no topo de um império virtual de mentiras, enganos e encobrimentos em literalmente milhares de lugares ao redor da Igreja Universal.

Este mal comunista que se infiltrou na Igreja está presente em quase todos os locais que você pode imaginar, até uma enorme porcentagem de paróquias locais.

As universidades católicas não são mais católicas;
Os hospitais católicos não são mais católicos;
Bispos católicos rejeitam a tradição católica;
o flagelo comunista foi solto dentro dos nossos muros.

Bons padres que permanecem autenticamente católicos são perseguidos ou precisam se esconder para escapar do alcance de seus superiores que desejam silenciá-los porque não se inclinam a preceitos marxistas/comunistas tão dominantes na Igreja e na cultura.

Dom Livieres se negou a renunciar 
e não pôde falar com Francisco.

Um aviso aos fiéis católicos: quando o comunismo, o marxismo e o socialismo ganham controle suficiente, a Igreja acaba sendo atacada e perseguida, pois o objetivo do Comunismo é dominar o mundo, que é o mesmo objetivo da Igreja. A única diferença são as armas empregadas: os comunistas usam mentiras e violência; a Igreja usa a verdade e a paz.

Estamos em momentos importantes, nunca antes vistos, e católicos fiéis precisam entender exatamente o que está acontecendo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Conselho Mundial de Igrejas (CMI): A conexão com a KGB

Artigo original: https://www.frontpagemag.com/fpm/56261/world-council-churches-kgb-connection-mark-d-tooley
em 03 de Março de 2010
escrito por Mark D. Tooley

Conselho Mundial de Igrejas (CMI): A conexão com a KGB

Novo livro detalha como os Soviéticos utilizaram o Conselho Mundial de Igrejas (CMI)

Durante as décadas de 1970 e 1980, a CMI (Conselho Mundial de Igreja), baseada em Geneva na Suiça, entidade a qual milhares de Protestantes e Ortodoxos comungaram conjuntamente, rotineiramente adotou posições pró-União-Soviética e anti-Ocidente. Inclusive com financiamentos a grupos guerrilheiros. Ao longo do tempo, alguns críticos assumiram que a CMI foi apenas inocentemente refém da "Teologia da Libertação", doutrina que troca a salvação da alma pela luta revolucionária de classes e a revolução socialista.

Porém, um novo livro, escrito por um autor Búlgaro, revela como a KGB e a inteligência Búlgara explorou a sua associação com a Igreja Ortodoxa Búlgara para diretamente influenciar a CMI e a "Conferência das Igrejas Europeias". No "Entre Fé e Compromisso", o historiador Búlgaro Momchil Metodiev relata como os Soviéticos e seus agentes Búlgaros empregaram a igreja Ortodoxa Búlgara e a CMI para promover globalmente os objetivos estratégicos da União Soviética.

"A participação da igreja Búlgara em organizações ecumênicas não foi inspirada pela idéia do diálogo interdenominacional e cooperação", Metodiev nos informa, antes do lançamento do seu livro neste mês (em 2010). "Se, na percepção popular, as organizações de segurança do Estado são classificadas como um Estado dentro do Estado, então estas atividades ecumênicas, conduzidas pelos representantes do Bloco Soviético, podem ser consideravas uma Igreja dentro da Igreja", escreveu Metodiev, que pesquisou os arquivos Comunistas da Bulgária para o "Projeto de História Internacional da Guerra Fria" do Instituto Woodrow Wilson que fica em Washington, D.C, nos Estados Unidos. 

Segundo Metodiev, a inteligência Búlgara já tinha identificado a CMI como "alvo para penetração" antes mesmo que a Bulgária e outras igrejas do Bloco Oriental tivessem entrado para a CMI em 1961. Ele também explica no seu novo livro como os serviços de inteligência do Bloco Oriental e os Comitês Comunistas sobre assuntos das Igrejas colaboraram para influenciar grupos ecumênicos, como a CMI. Metodiev escreve que durante a década de 1970, o bispo da Igreja Ortodoxa Russa da cidade de Leningrado, Boris Georgiyevich Rotov, também conhecido como Nikodim, sob ordens da KGB, comandou esta colaboração, enquanto o bispo da Igreja Ortodoxa Búlgara da cidade de Stara Zagora, Pankratii, fez a sua parte na Bulgária. Nikodim, que previsivelmente trabalhou em união com a frente Soviética, ajudou a "Confererência da Paz Cristã", organização baseada em Praga na Bulgária, a se tornar o presidente da CMI em 1975, após amedrontar delegações do Terceiro Mundo com ameaças que a ajuda financeira da União Soviética seria cortada caso elas não cooperassem.

Os serviços de inteligência do Bloco Oriental, utilizando as igrejas dos países Orientais que faziam parte da CMI, ajudaram a garantir que a CMI mantivesse seu foco em criticar os Estados Unidos e seus aliados, enquanto desviava qualquer interesse em abusos dos Direitos Humanos do Bloco Oriental e Soviético. Metodiev diz que uma rara exceção aconteceu numa assembléia em 1975 em Nairobi no Quênia, quando alguns delegados tentaram abordar uma discussão sobre repressão religiosa na União Soviética. Neste encontro, um delegado Suíço chamado Jacques Rossel propôs a seguinte posição: "A CMI se mostra preocupada com as infrações sobre liberdade religiosa, especialmente na União Soviética. Esta Assembléia Geral respeitosamente pede ao governo da União Soviética para obedecer o Artigo 7 do Acordos de Helsínquia".

Até mesmo esta crítica bastante branda iniciou uma tempestade de controvérsias dentro da ala extrema-esquerda da CMI e falhou em conseguir os dois-terços dos votos das delegações da CMI. Uma sátira apareceu no salão de exibições da CMI parodiando o tema da conferência que era "Cristo Libera e Une" para "Cristo liberou Jacques Rossel para fazer a sua moção; ele uniu os delegados da Europa Oriental; porém, irá ele dividir a CMI?".

No meio desta confusão, totalmente diferente da calmaria das posições pro-União-Soviética da CMI, os delegados aprovaram um novo compromisso para o próximo dia, e sem nenhuma vergonha declararam que "tendo gasto um considerável tempo debatendo os supostos não cumprimentos das liberdades religiosas da União Soviética" conclui que "as igrejas em diferentes partes da Europa vivem e trabalham sob diferentes condições". Até mesmo esta não-crítica da União Soviética foi demais pra os delegados Russos, que se abstiveram em protesto "da embaraçosa atmosfera que a discussão infelizmente inflamou". Após este episódio de 1975, a CMI começou a evitar quaisquer tentativas de, até mesmo de tacitamente, admitir qualquer problema com liberdade religiosa em todo o Bloco Oriental.

O livro de Metodiev aborda este evento de 1975 e revela, também, que os serviços de inteligência da União Soviética e da Bulgária fizeram de tudo para garantir a seleção do Búlgaro Todor Sabev como Secretário Geral da CMI.

Sabev era professor de um Seminário em Sofia, na Bulgária, e fundou o "Instituto de História da Igreja" e os "Arquivos do Patriarcado da Bulgária" para a igreja Búlgara. Ele se envolveu imediatamente com a CMI após a entrada da Bulgária, servindo os Comitês Centrais e Executivos da CMI nas décadas de 1960 e 1970. Em 1979 ele se tornou o Secretário Geral da CMI, focando os laços da CMI com as igrejas Ortodoxa e com a Católica Romana até sua aposentadoria em 1993. "Um amigo e colega devoto, ganhou a confiança e confidência de todos com quem trabalhou", relembra o novo Secretário Geral Samuel Kobia quando da morte de Sabev em 2008. "Ele será lembrado por sua bondade e sua sinceridade, sempre pronto para servir a todos, em qualquer momento, sob quaisquer circunstâncias. Por conta da sua personalidade que combinava autoridade moral com calor humano, ele fez o papel de construtor-de-pontes entre o Oriente e o Ocidente, entre a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica Romana". Claro, Kobia não citou a longa lista de serviço como agente ao Comunismo da Europa Oriental de Sabev.

Num relatório da "Agência de Notícias Internacionais Ecumênicas" (ENI), a CMI oficialmente tentou minimizar algumas acusações sem nunca negá-las. "Estas alegações não são novas", insistiu Martin Robra, Diretor da CMI. "Até mesmo durante a Guerra Fria, já era largamente sabido que os representantes das igrejas dos países Comunistas eram obrigados a reportar todas as suas atividades para as autoridades dos seus países." Claro, durante a Guerra Fria, a CMI nunca reconheceu esta situação e sempre preferiu fazer de conta que as igrejas do Bloco Oriental eram livres e que não eram mais manipuladas do que as Igrejas Ocidentais. "As Atas e políticas da CMI são totalmente públicas. Não há segredos a serem descobertos", Robra afirmou a ENI. "Foi muito mais importante nutrir este relacionamento com as igrejas detrás da Cortina de Ferro e ajudá-las o máximo possível, do que dividir as nações."

Apenas após o colapso do Bloco Oriental Comunista que alguns dos oficiais da CMI timidamente admitiram que eles deveriam ter falado mais sobre a opressão religiosa sob o Comunismo. Porém, até hoje, eles tentam empurrar alegações que a cooperação com as igrejas do Bloco Oriental, e até com os governos Comunistas, abriu diversas portas e que foi fundamental para a conclusão pacífica da Guerra Fria. "As posições da CMI à favor da justiça e da paz nunca seguiu nenhum plano da KGB, e sim do Gospel de Cristo, o príncipe da Paz, aquele que comunga dentre os mais vulneráveis e sofridos", Robra assegurou a ENI.

Livros como este do Metodiev, baseados em pesquisas dos arquivos Comunistas, estão incrementalmente confirmando que a CMI e diversos outros grupos religiosos seguiram sim os planos da KGB durante a Guerra Fria. A pergunta que fica é, já que a CMI continua a sua defesa da extrema-esquerda, qual plano eles estão seguindo agora?

domingo, 28 de janeiro de 2018

Ex-espião Soviético diz "Nós criamos a Teologia da Libertação"

Original: https://www.catholicnewsagency.com/news/former-soviet-spy-we-created-liberation-theology-83634

CNA: Em termos gerais, é possível dizer que o crescimento da Teologia da Libertação teve alguma conexão com o governo Soviético?

Ion Mihai Pacepa: Sim. Eu descobri sobre o envolvimento da KGB na Teologia da Libertação diretamente do General Soviético Aleksandr Sakharovsky, conselheiro chefe do departamento de inteligência estrangeira da Romênia (Razvedka), que foi o meu verdadeiro chefe até 1956, ano que ele se tornou chefe de um dos serviços de espionagem da União Soviética, a PGU, posição que ele manteve por 15 anos, um recorde.

No dia 26 de Outubro de 1959, Sakharovsky e seu novo chefe, Nikita Khrushchev, vieram à Romênia para o que acabou conhecido como "as férias de seis dias do Khrushchev". Ele nunca tinha tirado férias tão longas antes, nem estava na Romênia para realmente descansar. Khrushchev realmente queria entrar na história como o líder Soviético que exportou o comunismo para a América Central e para a América do Sul. Sendo a Romênia o único país com tradições latinas no bloco Soviético, Khrushchev em pessoa foi se certificar que todos os "líderes latinos" estavam prontos para começar as novas guerras pela liberação.

Já ouvi falar do Sakharovsky em teus textos, porém nunca encontrei mais nada relevante sobre ele. Por quê?

Sakharovsky foi um dos segredos Soviéticos dos anos mais quentes da Guerra Fria, naquela época nem mesmo alguns membros dos governos de Israel e do Reino Unido, por exemplo, sabiam a identidade dos agentes da Mossad e do MI-6. Sakharovsky, porém, teve um papel extremamente importante moldando a história da Guerra Fria. Ele foi o responsável pela exportação do comunismo para Cuba; teve uma participação nefasta na crise de Berlim (1958-1961) que culminou na criação do muro de Berlim; e arquitetou a Crise dos Mísseis (1962) que quase começou uma guerra nuclear.

A Teologia da Libertação é um movimento que de algum modo foi criação de alguma equipe do Sakharovsky dentro da KGB, ou é um movimento que foi apenas promovido pela URSS?

O movimento nasceu de dentro da KGB, e tem um nome bem KGB: Teologia da Libertação. Durante aqueles anos, a KGB tinha uma inclinação pelos movimentos de "liberação", por exemplo: o exército pela liberação nacional na Colômbia (FARC), criado pela KGB com a ajuda do Fidel Castro; o exército de liberação da Bolívia, criado pela KGB com a ajuda do Che Guevara; a Organização pela Liberação da Palestina (PLO), criada pela KGB com a ajuda do Yasser Arafat etc... estes foram apenas alguns dos movimentos de liberação criados em Lubyanka, onde fica a sede da KGB.

O nascimento da Teologia da Libertação foi intenção de um encontro super secreto que ocorreu em 1960 chamado "Programa de Desinformação do Partido-Estado" que foi aprovado por Aleksandr Shepelin, presidente da KGB e pelo membro do politburo Aleksey Kirichenko, que coordenava as políticas internacionais do Partido Comunista. Este programa demandava que a KGB tomasse o controle do Conselho Mundial das Igrejas (WCC), baseado em Geneva na Suíça, e o usasse como fachada para transformar a Teologia da Libertação numa ferramenta revolucionária na América do Sul. O WCC era a maior organização ecumênica fora o Vaticano, representando de algum modo 550 milhões de Cristãos de várias denominações por mais de 120 países.

O nascimento de um movimento religioso é um evento histórico. Como esse nascimento ocorreu?

A KGB começou criando uma organização intermediária chamada Conferência Cristã pela Paz (CPC), que possuía sua sede em Praga. Sua função era trazer à vida a idéia da Teologia da Libertação, assim como idealizada  pela KGB.

Esta conferência (CPC) foi gerenciada pela KGB e era subordinada da venerada Conselho pela Paz Mundial, outra criação da KGB, fundada em 1949 e também sediada em Praga.

Durante os meus anos no topo da comunidade da inteligência do bloco Soviético, eu mesmo gerenciei operações para o Conselho pela Paz Mundial (WPC). Ela era KGB de cima abaixo. A maioria dos funcionários da WPC eram oficiais da inteligência Soviética disfarçados. As duas publicações da WPC, ambas em francês, "Nouvelles perspectives" e "Courier de la Paix" também eram gerenciadas por funcionários da KGB e da DIE Romena. Até mesmo o dinheiro da WPC vinha de Moscou e era entregue pela KGB na forma dólares lavados, para esconder sua origem Soviética. Em 1989, quando a União Soviética estava para colapsar, a WPC assumiu publicamente que 90% do seu dinheiro vinha da KGB.

Como começou a Teologia da Libertação?

Eu não estava envolvido na criação em si da Teologia da Libertação. Porém, Sakharovsky me disse que em 1968, a CPC, conferência cristã criada pela KGB, com apoio da WPC, conseguiu manobrar um grupo de bispos esquerdistas na América do Sul para estabelecer a Conferência Latina Americana de Bispos em Medellín , na Colômbia. A função original da conferência era descobrir modos de aliviar os males da pobreza, porém seu objetivo não declarado foi reconhecer um novo movimento religioso, encorajando os pobres a se rebelar contra a "violência institucionalizada da pobreza" e recomendava que o Conselho Mundial das Igrejas dessa aprovação oficial ao movimento.

A Conferencia de Medellín alcançou seus dois objetivos. E ainda utilizou o nome idealizado pela KGB: Teologia da Libertação.

A Teologia da Libertação possui seus próprios líderes, alguns são figuras "pastorais" até famosas, alguns são intelectuais. Você sabe se teve envolvimento Soviético em promover a imagem ou os escritos destas personalidades? Por exemplo, Bispo Sergio Mender Arceo do México? Helder Camara do Brasil? Alguma conexão com teólogos liberais como Leonardo Boff, Frei Betto, Henry Camacho ou o Gustavo Gutierrez?

Tenho bons motivos para suspeitas que exista uma forte conexão entre a KGB e alguns dos seus principais apoiadores, porém não tenho nenhuma evidência para prová-la. Nos meus últimos 15 anos na Romênia (1963-1978), eu gerenciei a espionagem científica e tecnológica, assim como as operações de desinformação que visavam melhorar a imagem do Ceausescu no Ocidente.

Recentemente, dando uma olhada no livro do Gustavo Gutierrez "Teologia da Libertação: Perspectivas" de 1971, eu tive a sensação que foi escrito na KGB. Não é a toa que ele é tido como o fundador da Teologia da Libertação. Agora, daí para possuir provas é um longo caminho.